A Igreja não é o Continente

No blog do Padre Philip Neri Powel, um Dominicano dos Estados Unidos encontrei um tetxo interessante que, com a devida autorização traduzo e adapto aqui.

1) A Igreja católica não é o Continente nem o McDonald’s; é o Corpo de Cristo.

2) Os padres, freiras, religiosos/as e leigos não são empregados; somos todos membros do Corpo de Cristo.

3) A doutrina e os dogmas da Igreja Católica não são produtos de consumo que os empregados da Igreja vendem àqueles que os pedem; a doutrina cristã exprime a imutável verdade da fé.

4) a vida numa paróquia católica não é uma viagem à Disneylandia, ou ao Oceanário de Lisboa ou ao McDonald’s vizinho, onde os desejos e os apetites são satisfeitos por padres e leigo rabugentos; a vida paroquial é a vida de Cristo para a comunidade e família católica local.

5) Não se pertence à Igreja Católica porque se gosta mais do edifício do que da capela dos Adventistas do 7º dia; ou porque o padre da paróquia é mais giro que o Pastor da Igreja Baptista; ou porque se ouviu dizer que as homilias são mais curtas na paróquia de Nossa senhora do que na Assembleia de Deus. É-se da Igreja Católica porque se acredita que a Fé católica é a verdade do Evangelho ensinado pelo próprio Cristo e entregue aos seus apóstolos.

6) Abandonar a Igreja Católica porque um padre foi mau, ou porque a freira lhe bateu com a régua, ou porque a pessoa que trabalha no cartório o olhou de soslaio é tão estúpido como deixar de usar as regras da matemática porque se detestava a professora de matemática do liceu. Porque é que alguém deve deixar que um padre destrambelhado ou uma freira rezingona ou outra pessoa o afaste da fé católica, que acredita ser a verdadeira?

7) Alguém pertence à Igreja Católica porque acredita que vai encontrar nuvens de anjos na Missa vestidos de paroquianos; multidões de santos ajoelhando para a comunhão; seminários cheios de jovens angélicos ardendo por dentro para ser padres; o centro pastoral paroquail atestado de pessoas moralmente puras ansiando por servir e um padre sem mácula, bem, tem de pensar outra vez e olhar de novo. Dizer aos católicos que eles não são perfeitos é como dizer aos peixes que estão molhados. Eles já o sabem. Siga.

8 ) Nós padres, e os religiosos, somos imperfeitos, impuros, criaturas lutadoras, que sabemos perfeitamente que falhamos totalmente em alcançar os critérios fundamentais da santidade. Para que conste: também vocês. Venham para a fila.

9) A Igreja católica não deve a ninguém a revisão da doutrina e dos dogmas. Ela não mudou para evitar a maior parte da Europa de se tornar protestante, então porque é que havia de mudar para que alguém possa entrar para uma das suas paróquias?

10) Se alguém quer ser católico que avançe. Mas que o faça convencida de que a Igreja ensina a verdadeira fé. Se um padre rabugento num blog é suficiente para evitar que se aceite a verdade da fé, então duas coisas são extremamente claras: a) Não se acredita que a Igreja Católica testemunha e ensina a Fé; b) e dá-se mais importância aos desejos de consumo frustrados do que à sua própria alma imortal.

E não digam que isto de dizer a verdade não é pastoral.

Original de Domine, da mihi hanc aqua…

Deixar uma resposta