Arquivo diário: 15/12/2008

Eucaristia

O que é que é fundamental na Eucaristia? O que é que Jesus Cristo nos mandou fazer?

Os textos dos Evangelhos são claros:

Jesus tomou o pão, abençoou-o partiu-o e deu-o aos seus discípulos dizendo: “Isto é o meu corpo que será entregue por vós.” Depois tomou o cálice com vinho , abençoou-o e deu-o aos seus discípulos dizendo: “Isto é o meu sangue que será derramado por vós.” E disse ainda: “Fazei isto em memória de mim.”

No evangelho de João quando Jesus na Última ceia lavou os pés aos apóstolos disse-lhes a mesma coisa: “O que eu vos fiz, fazei-o vós também”.

É isto que desde sempre as comunidades cristãs têm feito, e continuarão a fazer. O resto são formas de celebrar, formas essas que evoluem, transformam-se, renovam-se num dinamismo de vida e de graça. É ilusão pretender que haja uma forma perfeita e única de celebrar a Eucaristia.

Comunhão

Durante o Séc. XIX e até à reforma litúrgica a recepção de Jesus na comunhão estava completamente alheada da celebração da Missa. Na missa o único que comungava era o padre. As pessoas raramente comungavam e faziam-no quase sempre logo a seguir à confissão. Ainda me aconteceu algumas vezes, numa das paróquias as pessoas depois de se confessarem pedirem para eu lhes dar a comunhão. Alguns confessores recomendavam às pessoas receberem a comunhão e depois participarem na missa como acção de graças.

É a isto que os tradicionalistas querem regressar?

Querem regressar ao completo alheamento das pessoas do sacramento mais importante da sua vida cristã? Ainda me lembro de celebrar missa e algumas pessoas mais velhas estarem ao mesmo tempo a rezar o terço, reflexo das missas tridentinas.

Ou deixaram-se tocar pelo misticismo do New Age, do incompreensível, só acessível a meia dúzia de iniciados.