Futebol

Declaração de inetresse: sou sócio do Benfica.

Aquilo que se passou ontem no jogo foi vergonhoso.

O Benfica jogou mal? Jogou o suficiente para ganhar se o árbito seguisse as regras. E isso é o suficiente. Além disso vi um guarda-redes que deu segurança à equipa com um punhado de defesas muito boas. Vi dois centrais com menos de vinte anos que jogaram como senhores. Vi um futuro capitão do Benfica (apenas com 19 anos) afastar colegas mais velhos das confusões. Vi o Benfica jogar com o Nacional, procurando ambos ganhar.

E vi um senhor que decide acabar com o jogo. Mais: depois de ver as imagens persiste no erro dizendo que mesmo estando o jogador no chão, de costas para a bola, disparada à queima-roupa por um defesa, que lhe acerta e por isso é desvidada, é falta. Ora as regras do jogo, que podem ser consultadas no site da FIFA, são claras: a 12ª regra diz há causa para um livre directo (free kick) sempre que alguém jogue deliberadamente a bola com a mão (handles the ball deliberately (except for the goalkeeper within his own penalty area)).

O que é que diz o árbitro: “Aquilo de que não tenho dúvidas, no terreno de jogo, é que o jogador do Benfica, Miguel Vítor, no momento de rotação, toca com a mão na bola e faz com que a bola, que vinha numa trajectória contrária à da baliza, voltasse para o sentido da baliza. E é com a acção da mão que ele coloca a bola nos pés do avançado, que acaba por rematar e fazer o golo, Independentemente de se discutir se foi deliberado ou não, se foi intencional ou não, não tenho dúvidas em relação ao que vi no jogo, que é com a mão que ele inverte o sentido da trajectória da bola e a coloca nos pés do seu colega”.

Acho que há aqui um erro técnico. O Benfica devia pedir a repetição do jogo.

PS – Estou farto da dualidade de critérios não apenas dos árbitros, mas também dos comentadores da rádio e da televisão e dos artigos nos jornais. Não sei que mal é que o Benfica fez a esta gente, mas é atroz a forma como falam do Benfica, como se aproveitam deste clube para se fazerem maiores.

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