Arquivo mensal: Março 2009

Esperança

Já foi divulgada a Mensagem do Papa Bento XVI para a jornada mundial da juventude do próximo domingo de ramos.

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A experiência demonstra que as qualidades pessoais e os bens materiais não são suficientes para garantir a esperança da qual o coração humano está em busca constante. Como escrevi na citada Encíclica Spe salvi, a política, a ciência, a técnica, a economia e qualquer outro recurso material sozinhos não são suficientes para oferecer a grande esperança que todos desejamos. Esta esperança “só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, não podemos conseguir” (Spe Salvi n. 31).

Nós sabemos que só em Deus o ser humano encontra a sua verdadeira realização. O compromisso primário que interpela todos é portanto o de uma nova evangelização, que ajude as novas gerações a redescobrir o rosto autêntico de Deus, que é Amor. A vós, queridos jovens, que estais em busca de uma esperança firme, dirijo as mesmas palavras que São Paulo dirigia aos cristãos perseguidos na Roma de então: “Que o Deus da esperança vos encha plenamente de alegria e de paz na vossa crença, para que abundeis na esperança pela virtude do Espírito Santo” (Rm 15, 13). Durante este ano jubilar dedicado ao Apóstolo das Nações, por ocasião do bimilénio do seu nascimento, aprendamos dele a tornar-nos testemunhas credíveis da esperança cristã.
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A beleza na Eucaristia

Dz a Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis, sobre a Eucaristia:

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35. A relação entre mistério acreditado e mistério celebrado manifesta-se, de modo peculiar, no valor teológico e litúrgico da beleza. De facto, a liturgia, como aliás a revelação cristã, tem uma ligação intrínseca com a beleza: é esplendor da verdade (veritatis splendor). Na liturgia, brilha o mistério pascal, pelo qual o próprio Cristo nos atrai a Si e chama à comunhão. Em Jesus, como costumava dizer São Boaventura, contemplamos a beleza e o esplendor das origens. Referimo-nos aqui a este atributo da beleza, vista não enquanto mero esteticismo, mas como modalidade com que a verdade do amor de Deus em Cristo nos alcança, fascina e arrebata, fazendo-nos sair de nós mesmos e atraindo-nos assim para a nossa verdadeira vocação: o amor. Já na criação, Deus Se deixa entrever na beleza e harmonia do universo (Sab 13, 5; Rm 1, 19-20). Depois, no Antigo Testamento, encontramos sinais grandiosos do esplendor da força de Deus, que Se manifesta com a sua glória através dos prodígios realizados no meio do povo eleito (Ex 14; 16, 10; 24, 12-18; Nm 14, 20-23). No Novo Testamento, realiza-se definitivamente esta epifania de beleza na revelação de Deus em Jesus Cristo: Ele é a manifestação plena da glória divina. Na glorificação do Filho, resplandece e comunica-se a glória do Pai (Jo 1, 14; 8, 54; 12, 28; 17, 1). Mas, esta beleza não é uma simples harmonia de formas; « o mais belo dos filhos do homem » (Sal 45/44, 3) misteriosamente é também um indivíduo « sem distinção nem beleza que atraia o nosso olhar » (Is 53, 2). Jesus Cristo mostra-nos como a verdade do amor sabe transfigurar inclusive o mistério sombrio da morte na luz radiante da ressurreição. Aqui o esplendor da glória de Deus supera toda a beleza do mundo. A verdadeira beleza é o amor de Deus que nos foi definitivamente revelado no mistério pascal.

A beleza da liturgia pertence a este mistério; é expressão excelsa da glória de Deus e, de certa forma, constitui o céu que desce à terra. O memorial do sacrifício redentor traz em si mesmo os traços daquela beleza de Jesus testemunhada por Pedro, Tiago e João, quando o Mestre, a caminho de Jerusalém, quis transfigurar-Se diante deles (Mc 9, 2). Concluindo, a beleza não é um factor decorativo da acção litúrgica, mas seu elemento constitutivo, enquanto atributo do próprio Deus e da sua revelação. Tudo isto nos há-de tornar conscientes da atenção que se deve prestar à acção litúrgica para que brilhe segundo a sua própria natureza.
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A beleza da celebração não reside pois na música rock ou na polifonia barroca. Não reside no número de velas que se colocam em cima do altar. Não reside na riqueza dos paramentos e na acumulação de tradições. Não reside em se receber a comunhão de pé ou de joellhos. Não reside em usar uma língua que só alguns iniciados a percebem.

Reside na verdade da celebração, seja na catedral de S. Pedro em Roma, seja numa capela de taipa e zinco em África. Reside na dádiva de Jesus Cristo como vida e alimento dos homens no banquete pascal.

Bento XVI e a Sida

Aqui está a transcrição (em espanhol) da pergunta de Philippe Visseyrias da France 2 e da resposta do Papa Bento XVI. Destaques meus.

Pregunta: Santidad, entre los muchos males que afligen a África, está en particular el de la difusión del Sida. La postura de la Iglesia católica sobre el modo de luchar contra él es considerada a menudo no realista ni eficaz. ¿Usted afrontará este tema, durante el viaje? Querido Santo Padre, ¿le sería posible responder en francés a esta pregunta?

Papa: Yo diría lo contrario: pienso que la realidad más eficiente, más presente en el frente de la lucha contra el Sida es precisamente la Iglesia católica, con sus movimientos, con sus diversas realidades. Pienso en la comunidad de San Egidio que hace tanto, visible e invisiblemente, en la lucha contra el Sida, en los Camilos, en todas las monjas que están a disposición de los enfermos… Diría que no se puede superar el problema del Sida sólo con eslóganes publicitarios. Si no está el alma, si no se ayuda a los africanos, no se puede solucionar este flagelo sólo distribuyendo profilácticos: al contrario, existe el riesgo de aumentar el problema. La solución puede encontrarse sólo en un doble empeño: el primero, una humanización de la sexualidad, es decir, una renovación espiritual y humano que traiga consigo una nueva forma de comportarse uno con el otro, y segundo, una verdadera amistad también y sobre todo hacia las personas que sufren, la disponibilidad incluso con sacrificios, con renuncias personales, a estar con los que sufren. Y estos son factores que ayudan y que traen progresos visibles. Por tanto, diría, esta doble fuerza nuestra de renovar al hombre interiormente, de dar fuerza espiritual y humana para un comportamiento justo hacia el propio cuerpo y hacia el prójimo, y esta capacidad de sufrir con los que sufren, de permanecer en los momentos de prueba. Me parece que ésta es la respuesta correcta, y que la Iglesia hace esto y ofrece así una contribución grandísima e importante. Agradecemos a todos los que lo hacen.

Bento XVI em África

Quando é que as pessoas percebem que a única verdadeira solução para a SIDA é a abstinência e a fidelidade no matrimónio?

Que aqueles que defendem o preservativo como solução para a SIDA não estão a pensar nos casais que vivem uma relação estável e fiel e no qual um deles é portador desse vírus, mas estão a pensar naquelas pessoas que têm um estilo de vida promíscuo, com vários parceiros ou parceiras, que não querem nenhuma limitação à sua libido, aos seus apetites carnais, que querem ter relações sexuais sem afecto, a torto e a direito, sem culpa nem responsabilidades.

Será que estas pessoas, que condenam os cristãos por defenderem critérios fundamentais para a vida humana, dão a plena liberdade aos seus filhos para fazerem o que querem, para se deitarem às horas que querem, para irem à escola quando querem, para comerem o que querem?

O que é que uma pessoas que está habituado a ter relações sexuais quando quer e lhe apetece, que tem gente a entregar-lhe preservativos para que haja irresponsavelmente, faz quando não tem preservativo á mão?

Abstém-se? Mas esta é a proposta que a Igreja faz!

Ainda não percebem?

WordPress

Ontem fiz, pela primeira vez, um post para este blog através do WordPress para iPhone.

Infelizmente tive de o apagar porque tinha uma foto tirada com o mesmo iPhone que, sem explicação, ficou invertida e não tinha maneira de a pôr direita.

Cultura da Morte

Depois do aborto livre vem agora a Eutanásia.

Eles dizem que não, mas pouco a pouco vão destruindo a humanidade. Que civilização quer construir esta gente?

É o egoísmo puro e duro na sua manifestação mais crua. As crianças são um estorvo: matam-se. Os velhos são um estorvo: matam-se. O que se seguirá? Os pedintes? Os desalojados? Os cristãos?

Ano Sacerdotal

O papa Bento XVI convocou a realização de um Ano Sacerdotal a decorrer entre 19 de Junho de 2009 e 19 de Junho de 2010, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

Na audiência aos participantes na assembleia plenária da Congregaão para o Clero, o Papa referiu o motivo das celebração dos 150 anos da morte do Santo Cura d’Ars, João Maria Vianney.

O Papa tem a intenção de proclamar este santo como padroeiro de todos os sacerdotes e publicar um “Directório para os confessores e os directores espirituais”

Nota de imprensa da Santa Sé

Educação sexual?

Estamos a ser dominado por um estado cada vez mais totalitário. São os chips nos carros, é a determinação por lei do que podemos comer, e a retirade pelo estado aos pais da liberdade de educar os seus filhos:

Votoc católico n’O Insurgente.

Rosário II

1º Mistério: A Anunciação
O homem procura Deus porque n’Ele, só n’Ele, pode encontrar o cumprimento das próprias aspirações à verdade, ao bem e ao belo. «Tu não me procurarias se já não me tivesses encontrado», escreve Blaise Pascal acerca de Deus e do homem. Isto significa que o próprio Deus participa nesta busca, quer que o homem o procure e cria nele as condições necessárias, para que ele o possa encontrar. Pela revelação o próprio Deus aproxima-se do homem, fala-lhe de si, permite-lhe conhecer-se.

2º Mistério: A Visitação
A pureza do coração é um dom de Deus. Cristo, ao doar-se ao homem nos sacramentos da Igreja, insere-se no seu coração e ilumina-o com o «esplendor da verdade». Só Ele é capaz de iluminar a razão, de purificar o coração e de formar a liberdade humana. Sem a compreensão e a aceitação a fé extingue-se. O homem perde a visão do sentido das coisas e dos acontecimentos, e o seu coração procura a satisfação onde não a pode encontrar.

3º Mistério: O Nascimento de Jesus
A pureza do coração é dada ao homem como tarefa. Ele deve constantemente assumir a fadiga de se opor às forças do mal, às que pressionam do exterior e às que agem do interior, que o querem afastar de Deus. E, desta forma, no coração do homem combate-se uma luta incessante pela verdade e pela felicidade. Para vencer esta luta, o homem deve dirigir-se a Cristo. «Ó Deus, cria em mim um coração puro» (Sl 50[51], 12), exclama o Salmista, consciente da debilidade humana, porque sabe que para ser justo perante Deus, só o esforço humano não é suficiente.

4º Mistério: Apresentação de jesus no Templo
Não tenhais medo de viver contra as opiniões da moda e as propostas em contraste com a lei de Deus. A coragem da fé tem um preço muito elevado, mas vós não podeis perder o amor! Não permitais que alguém vos torne escravos! Não vos deixeis seduzir pelas ilusões da felicidade! Só um coração puro pode amar plenamente a Deus! Só um coração puro pode levar plenamente a cabo a grande empresa do amor que é o matrimónio! Só um coração puro pode servir plenamente os demais!

5º Mistério: A Perda e encontro de Jesus no Templo
É preciso que a família assuma uma firme posição em defesa da salvaguarda das entradas da própria casa, em defesa da dignidade de cada pessoa. Preservai as vossas famílias da pornografia, que hoje invade sob várias formas a consciência do homem, especialmente das crianças e dos jovens. Defendei a pureza dos costumes nos vossos lares domésticos e na sociedade. Educar para a pureza é uma das grandes tarefas da evangelização que agora se nos apresenta.

Marcião

Neste século XXI estamos a ver um regresso das heresias dos primeiros séculos da Igreja.
Marcião rejeitava o antigo testamento. No presente podemos ver um certo marcianismo naqueles que pretendendo ver restaurada a liturgia tridentina, com tudo o que isso implica, proclama o ódio aos judeus, que consideram como assassinos de Deus, e defende a rejeição das leituras do antigo testamento.

Excomunhão

Mais uma vez os órgãos de comunição social e bloggers falam do que não sabem nem conhecem.

Desta vez a propósito de um aborto provocado numa criança de nove anos violada pelo padrasto. Não vejo esta gente moderna escandalizada pela violação de uma criança pelo padrasto e pela morte de duas crianças inocentes.

Vejo-as preocupadas por uma pena canónica que, como o próprio nome indica, só é aplicada aos católicos, àqueles que fazem parte da Igreja e que ficam impedidos de receber os sacramentos.

A excomunhão é uma pena atribuída automaticamente a quem faz voluntariamente um aborto e a todos aqueles que contribuíram para esse aborto: Cân 1398 e 1329 do Código de direito canónico.

Esta censura (pena) é levantada por autoridade do bispo diocesano em caso de arrependimento e posterior confissão sacramental.

Exodus 1994

As fotografias do post anterior referem-se ao Exodus de 1994, uma actividade para os caminheiros da região de Leiria na semana entre o natal e o ano novo.

A actividade foi realizada a norte de S. Pedro do Sul. As diversas equipas saíram de vários pontos, pernoitaram três noites em vários lugares juntando-se no último dia em Covelo de Paivó.

A minha equipa partiu de Carvalhais ao fim do dia, acampámos depois de duas horas de caminho. De manhã lavámos-nos numa bica de um tanque de rega e seguimos em direcção a Ladeira. Aí cruzámos-nos com outra equipa, que seguia outro trilho.

Pernoitámos pela segunda vez em Coelheira. Aí montámos as tendas no telheiro da escola primária. No outro dia de manhã partimos em direcção a Póvoa das Leiras. Aí nos juntámos com as restantes equipas do clã. Partilhámos os trabalhos de reflexão e fizemos uma oração conjunta. Nessa noite dormi em cima de um monte de palha de feijão.

No outro dia choveu todo o dia e fizemos a caminhada final até Covelo de Paivó pela crista da serra. Ao chegarmos terminámos o dia com a celebração da missa.

Ainda guardo as cartas topográficas que usámos.

Serra S. Macário

Está disponível um novo álbum de fotografias.

Estas foram tiradas em Dezembro de 1994, durante a minha primeira actividade com escuteiros na Serra de S. Macário.