Arrendamento

Numa conversa familiar ontem ao jantar percebi uma coisa.
Para a nossa cultura, de cariz local, aldeã e agrário a terra é a riqueza que conta para o status social das pessoas. Isso implica a necessidade de ter casa própria como elemento fundamental de posse e de identidade da família. Ainda hoje nas aldeias é vergonha uma família viver em casa de renda.
As multidões que nas últimas décadas foram viver para os grandes centros urbanos iam marcados por esta mentalidade, e a sua busca de ter casa própria acabou por criar um ciclo vicioso que valorizou exageradamente a construção civil e amargou as famílias a compromissos perpétuos.
Um noivem casal que inicia a sua vida e fica logo agarrado a uma hipoteca e a um local para 30 ou 40 anos não tem liberdade para pensar em filhos, para se poder ajustar às novas situações da vida.

Um pensamento em “Arrendamento

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