Que Igreja somos

Ates da Sua Ascenção Jesus deixou uma ultima recomendação aos Apóstolos: “Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo.” (Mc 16, 15-16)
Ultimamente parece que nos esquecemos que a nossa missão, como discípulos de Jesus Cristo, é anunciar o Evangelho a quem não acredita. Não podemos por isso refugiar-nos dentro das nossas muralhas para nos protegermos dos males do mundo e das suas perseguições. Não podemos regressar a um tradicionalismo litúrgico que afaste as pessoas de um encontro pessoal e real com Jesus.
O que mais me escandalizou aqui à tempos em que assisti a uma missa tridentina, e digo assisti porque não consegui encontrar forma de participar activamente, foi ver o padre, de costas para nós, inclinado sobre os dons do pão e do vinho a recitar a Oração Eucarística em silêncio.
É necessário abrir-mo-nos ao Mundo para lhes poder falar de Jesus, para lhes mostrar a Graça de Deus; foi isso que fizeram os Apóstolos depois do Pentecostes: eles não ficaram dentro do cenáculo a relembrar e viver a comunhão com Cristo, protegidos do mundo pelas paredes numa comunidade perfeita e perene.
O tema do próximo ano pastoral da Diocese de Leiria-Fátima é tornar os cristãos sinais de Cristo na sociedade, e não podemos fazê-lo se estivermos fechados dentro dumas muralhas como um “Álamo”. Temos de abir as portas para podermos sair ao encontro dos irmãos e para que eles possam entrar na Casa do Pai.

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