Você na TV

Mais uma triste participação dos representantes da Igreja Católica num programa de TV, agora sobre a diminuição da prática religiosa.

Como é que o porta-voz da Conferência Episcopal tem tão pouco jeito para a comunicação eficaz da doutrina da Igreja?

Limitou-se a enrolar, a querer agradar a gregos e troianos e prestou um mau serviço à Igreja.

Bastava dizer: somos livres de pertencer à igreja, mas quem quer ser cristão tem se seguir Cristo na radicalidade do seu chamamento, tem que lhe dizer sim sem contemporizações. É preciso assumir a responsabilidade de ser cristão. Como é que alguém pode ser educador da fé cristã sem viver essa mesma fé?

5 pensamentos em “Você na TV

  1. É paradoxal. A Igreja, aquela que mais experiência tem na comunicação, apresenta, aqui e ali, alguns problemas nesse campo. Não entende, por vezes, o tempo dos media e vice-versa. Parece-me que a mensagem de Bento XVI para o próximo dia das comunicações sociais vem bem a propósito: silêncio (é importante para os jornalistas, p.e., compreenderem que a Igreja tem a particularidade da reflexão, que não se faz de um minuto para o outro; os media da Igreja podem fazer a diferença, numa era da “fast and short communication”). Voltando ao conteúdo deste post, importa questionar: Será que o porta-voz em causa será a melhor pessoa para assumir a tarefa? Terá que ser, forçosamente, um padre? Volto a repetir o que disse no último congresso da AIC: “os padres e religiosos têm coisas mais importantes para fazer do que dirigir ou administrar jornais”, bem como serem porta-vozes do que quer que seja (de e para os media). Podem ser, mas isso não deveria ser um regra.

  2. Eu não vi o programa, mas a forma como descreves, de ter sido mau! Mas quem é que escolhe as pessoas para falarem, e neste caso em nome da Igreja? Enfim, é a TV que temos em Portugal…

  3. “prestou um mau serviço à Igreja”. Penso que isso é o que menos importa Penso eu), apenas importa no sentido em que a Igreja não cumpre a sua missão de ser evangelizadora, de anunciar a Boa Nova (boa notícia, a melhor que há) de Cristo Ressuscitado, vencedor da morte, e assim o mundo não recebe essa notícia.

    1. A Igreja somos todos nós! Começa tu mesmo a evangelizar sem compromissos, sem medos, a partilhar o melhor de ti, com Cristo e Maria, enraizados na Fé.

      Nós, jovens, somos também uma peça fundamental para a partilha das nossas experiências cristãs mas, sobretudo, anunciar a tal “Boa Nova” de uma forma verdadeira e sincera.

      Por isso, não é preciso mudar o mundo de um momento para o outro. Podemos começar com os nossos amigos, vizinhos e pessoas mais próximas. 🙂
      Aí sim, vemos o verdadeiro papel da igreja ;D

      Cumprimentos,
      André Machado

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