Todos os artigos de P. Chico

Programas de paginação

Qua programas usar para a paginação dos boletins paroquiais, e outras brochuras para as actividades pastorais das nossas comunidades cristãs e movimentos celestiais.

Desde os meus tempos de juventude o programa de referência para este tipo de trabalhos era o PageMaker, da Adobe: ainda tenho os CD’s da minha primeira versão legítima do pacote criativo da Adobe, comprada numa feira de informática em 2000 e dos updates subsequentes. Sempre foi o meu programa de eleição para publicações, guiões e tantos trabalhos de paginação que vou fazendo. Mesmo agora no Santuário continuo a usar o InDesign na sua versão de 2018, agora em versão de subscrição anual, paga pelo Santuário.

Mas sabendo que poucas são as paróquias ou instituições que podem sustentar este tipo de pagamento para poderem usar as capacidades deste programa fui à procura de alternativas equivalentes e mais baratas.

Para o sistema operativo MacOS, dos computadores da Apple descobri algumas alternativas baratas e que fazem o mesmo que o InDesign faz. Bem, não faz exactamente o mesmo, mas dadas as necessidades daqueles que precisam de fazer os boletins paroquiais e ouros trabalhos o género é bastante adequado.

Indico três programas, ambos disponíveis na App Store da Apple.

iStudio Publisher, (19,99) muito semelhante ao InDesign. Versão 1.3 de 14 de fevereiro de 2017.

Publisher Plus, (21,99€) muito semelhante ao Publisher da Microsoft. Versão 1.7.1 de 28 de outubro de 2016.

Swift Publisher, (21,99) semelhante ao Pages, mas com mais possibilidades de manipulação de texto e imagem. Versão 5.0.6 de 30 de novembro de 2017.

Andei a experimentar os iStudio Publisher e o Swift Publisher e pessoalmente prefiro o primeiro, que é mais complexo, mas tem mais possibilidades, mas entendo que para a maioria a abordagem mais simples de Swift Publisher e do Publisher Plus sejam mais atractivos. Uma limitação é que nenhum destes programas tem menus em português, mas os botões das tarefas são quase sempre auto-explicativos. Estes programas incluem também pacotes de «Clip Art» que podem ser adquiridos dentro do próprio programa.

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Desejo para 2018

O Faceboook não é a fonte da verdade nem garantia de verdade.

As redes sociais não são forma de governo das sociedades.

A realidade não são apenas os factos, mas também o seu contexto.

Sagrada Família

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«Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. Entretanto, o Menino crescia, tornava-Se robusto e enchia-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele.» (Lc 2, 39-40)

Hoje queria lembrar todas as famílias que lutam para crescer juntas, com os conflitos de gerações existentes entre pais e filhos, com os problemas da fidelidade a um matrimónio que aparece como mais um produto para consumir, com data limite.

No tempo de Natal, ainda influenciados pela onda de Paz e Amor que nos cobre todos os anos, pensemos na nossa família, pensemos nesta família de Nazaré: dois jovens a quem é dado um filho, que não pensavam ter mas que acolhem com alegria e tudo fazem para que seja feliz e cresça como qualquer rapaz do seu tempo.

Como pais conscientes fizeram o que estavam prescrito na Lei: a apresentação no templo do primogénito. Aí lhes começa a ser revelado o destino que este menino teria. Por isso o Evangelho diz que o pai e a mãe do menino estavam admirados com o que Simeão lhes dizia. Mas o velho não se ficou por uma previsão, sabendo a que o menino estava destinado abençoou os seus pais para que correspondessem da melhor forma áquilo que deles era esperado: que cuidassem do filho durante o seu crescimento até chegar a hora de cumprir a sua tarefa.

Todos os pais têm a tarefa de educar e cuidar dos seus filhos, é uma promessa que fazem na altura do casamento, e não podem delegar essa tarefa apenas nos outros: professores, catequistas, educadores, etc.

Animoji

O novo telemóvel da Apple, o iPhone X tem uma tecnologia de reconhecimento facial, que entre muitas coisas úteis consegue também dar vida aos famosos emoji, transformando-os em animoji.

Então depois de terem aparecido vídeos no Youtube com animoji karaoke agora e a TV que está a ser conquistada pela tv. 

Santos Inocentes

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Celebramos hoje, 28 de dezembro, os Santos Inocentes, mártires: as dezenas de crianças com menos de dois anos mortas por ordem de herodes: «Quando Herodes percebeu que fora iludido pelos Magos, encheu-se de grande furor e mandou matar em Belém e no seu território todos os meninos de dois anos ou menos, conforme o tempo que os Magos lhe tinham indicado.» (Mt 2, 16)

Recordo as palavras do Papa Francisco na mensagem de Natal por ocasião da Bênção Urbi et Orbi deste dia de natal: «Hoje, enquanto sopram no mundo ventos de guerra e um modelo de progresso já ultrapassado continua a produzir degradação humana, social e ambiental, o Natal lembra-nos o sinal do Menino convidando-nos a reconhecê-Lo no rosto das crianças, especialmente daquelas para as quais, como sucedeu a Jesus, ‘não há lugar na hospedaria’» 

Mártires inocentes continuam também as ser aquelas crianças mortas ainda no ventre de sua mãe em abortos desejados, santíssimas vezes porque não é conveniente ter um filho. Herodes olhava apenas para o imediato e por isso não hesitou em assassinar os seus concidadãos.

Olhando para o imediato só alcançamos destruição, como o bem sabem todos os revolucionários. Olhando para o futuro encontramos a vida, como o sabem todas as mães e pais.

S. Estêvão

Estêvão, cheio do Espírito Santo, de olhos fitos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé à sua direita e exclamou: «Vejo o Céu aberto e o Filho do homem de pé à direita de Deus». (Act 7, 55-56)

S. Estevão foi o primeiro mártir e é significativo que a sua festa litúrgica seja celebrada no diz 26 de dezembro, logo a seguir ao Natal, mostrando assim que o nascimento de Jesus está ligado à dádiva da Sua vida na cruz.

Dia de Natal

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Na missa do dia deste Natal escutamos o prólogo do Evangelho de S. João:

«No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou (εσκηνωσεν) entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho d’Ele, exclamando: «É deste que eu dizia: ‘O que vem depois de mim passou à minha frente, porque existia antes de mim’». Na verdade, foi da sua plenitude que todos nós recebemos graça sobre graça. Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer.» 

No original grego εσκηνωσεν significa fazer uma tenda, acampar. Esta palavra significa a condição de peregrino de Deus entre a humanidade: ele é peregrino com com todas as pessoas, a caminho da morada segura que é Deus.

4º Domingo do Advento

Este ano o calendário tem uma particularidade : o quarto domingo do advento calha no dia 24, mesmo na véspera do natal, por isso celebramos durante o dia o mistério da Anunciação e à noite o mistério do nascimento de Jesus.

Hoje na primeira leitura da missa escutamos o profeta Isaías que diz: “Por amor de Sião não me calarei, por amor de Jerusalém não terei repouso, enquanto a sua justiça não despontar como a aurora e a sua salvação não resplandecer como facho ardente. Os povos hão-de ver a tua justiça e todos os reis da terra a tua glória.”

Num tempo conturbado em que as coisas parecem estar invertidas não podemos de clamar a vinda do Senhor Jesus que nos salva.

No fim do advento escutemos este cântico com tradução em português:

Vem, vem, Emanuel Liberta o cativo Israel Que geme no exílio Até que o Filho de Deus apareça. Alegra-te! Alegra-te! Emmanuel Nasceu para ti, Israel!

Vem, ó ramo da árvore de Jessé Liberta-os das garras do inimigo Aqueles que confiam em vosso poder de salvar E lhes traz vitória sobre o Inferno Alegra-te! Alegra-te! Emmanuel Nasceu para ti, Israel!

Vem, vem, ó Sol nascente Anima-nos pela tua aproximação Dissipa as nuvens sombrias da noite Afasta as sombras da morte Alegra-te! Alegra-te! Emmanuel Nasceu para ti, Israel!

Vem, Chave de Davi E abre-nos o Reino dos Céus Faz segura a estrada para o Alto E fecha o caminho do Inferno Alegra-te! Alegra-te! Emmanuel Nasceu para ti, Israel!

Vem, vem Senhor Que ao povo no Sinai Destes a lei Na gloriosa majestade Alegra-te! Alegra-te! Emmanuel Nasceu para ti, Israel!

Vatican News

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O Site de Notícias da santa Sé Vatican News recebeu uma reformulação. Está mais completo, tem edição em seis línguas nas quais se inclui o português (de sabor brasileiro).

E, na nossa língua, para além da transmissão do Angelus e das Audiências Gerais tem dois podcasts: um programa brasileiro e outro português (com 2 programas centrados em África). Certamente com o tempo este repositório vai crescer.

Este é o lugar para quem quiser saber notícias do Papa e da Santa Sé sem as limitações habituais dos jornais e televisões, que tantas vezes só olham para os soundbites.

Cúria Romana

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Todos sabemos que uma das tarefas que o Papa Francisco tem assumido é a reforma da Cúria Romana, que engloba os colaboradores directos do santo Padre no governo da Igreja, para uma missão verdadeiramente evangélica.

Este ano o seu discurso de Natal foi centrado nas responsabilidades da cúria em relação ao exterior: relações diplomáticas com os países do mundo, as relações com as diocese, Igrejas Orientais e empenho no diálogo ecuménico.

Um dos problemas que o Papa tem insistido é o perigo da autoreferencialidade da cúria: tudo está ao serviço da cúria. A esta autoreferencialidade chama cancro que faz perder «a alegria do Evangelho, a alegria de comunicar Cristo e de estar em comunhão com Ele». O Santo Padre apresenta um serviço da Cúria na perspectiva do primado diaconal citando a este propósito a Didascalia Apostolorum.

Na comunicação social fiz-se que o papa deu mais um abordoada aos membros da cúria ao citar o Mons. Frédéric-François-Xavier de Mérode: «Fazer as reformas em Roma é como limpar a Esfinge do Egito com uma escova de dentes» mas reparem no que diz o Papa logo a seguir: «Nela se ressalta a grande paciência, dedicação e delicadeza que são necessárias para se alcançar tal objetivo, dado que a Cúria é uma instituição antiga, complexa, venerável, composta por pessoas de diferente cultura, língua e mentalidade».

No final o Papa Francisco tem um parágrafo impressionante: «o Natal lembra-nos que uma fé que não nos põe em crise é uma fé em crise; uma fé que não nos faz crescer é uma fé que deve crescer; uma fé que não nos questiona é uma fé sobre a qual nos devemos questionar; uma fé que não nos anima é uma fé que deve ser animada; uma fé que não nos sacode é uma fé que deve ser sacudida.»

Um santo natal

Neste dia 21 de dezembro de 2017 a primeira oração na missa, chamada colecta diz o seguinte: «Atendei, Senhor, a oração do vosso povo, que se alegra com a vinda do vosso Filho na humildade da nossa carne, e concedei-nos o dom da vida eterna quando Ele vier na sua glória.» 

Que Jesus, encarnado no seio da Virgem Maria, nos conceda o dom da paz.

Um santo Natal. Um ano de 2018 cheio de graça e de misericórdia.

Boas festas.

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Marcante em 2017

 Quase a terminar o ano de 2017 recordo o acontecimento mais importante no meu ano:

A peregrinação do Papa Francisco ao Santuário de Fátima para celebrar o centenário das Aparições de Nossa Senhora e canonizar os dois videntes Francisco Marto e Jacinta Marto.

Recordo as palavras do PapaFrancisco na Homilia do dia 13 de maio: «Temos Mãe! Temos Mãe! Agarrados a Ela como filhos, vivamos da esperança que assenta em Jesus.» E as suas palavras no terço no dia 12 à noite: «Tomados pela mão da Virgem Mãe e sob o seu olhar, podemos cantar, com alegria, as misericórdias do Senhor.» 

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Papa Francisco e Eu 1

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Raríssimas

Lembro-me que nos meus primeiros tempos de padre era Vigário Paroquial numa freguesia suburbana e que muitas vezes nos apareciam jovens dotados a pedir dinheiro para o bilhete de autocarro para Lisboa ou Coimbra. Eu nunca sabia se o dinheiro seria mesmo usado para o bilhete ou para a dose diária de droga, então tinha 3 soluções: não lhe dava nada, dava-lhe o dinheiro ou ia com ele comprar o bilhete.

Quando era pequeno costumávamos dizer «quem dá e volta a tirar ao inferno vai parar» querendo dizer que se demos algo a alguém isso já não deixa de ser nosso, passa a ser propriedade do outro e por isso eu já não tenho direito aquilo que dei. Já não é meu, é do outro, e se é do outro ele tem a liberdade de dispor dos seus bens da maneira que entender melhor. Pretender que os outros usem os seus bens como eu quero é a negação do direito de propriedade.

Um outro ditado da minha terra diz «Quem não tem padrinhos morre mouro.» Todos concordamos que um sociedade vive precisamente de relações, e quando essas relações são mais próximas todos crescem: «Uma mão lava a outra e as duas lavam a cara».

Tudo isto a propósito da presidente da Associação Raríssimas, Paula Brito da Costa, que terá comprado um vestido por 200 euros com o cartão de crédito da Associação, e que recebia um ordenado de 3000. Daquilo que vi ser acusada não vi mais do que aquilo que habitualmente é dado a um gestor de topo de uma empresa. Mas é uma IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) e não uma empresa? Mas qual a diferença? Apenas que por ser IPSS o seu objectivo não é dar lucro, mas prestar um serviço social. No entanto tem empregados, paga impostos, tem património, tem órgãos directivos que aprovam planos de actividades, orçamentos, relatórios de contas e actividade. Não foi a direcção que aprovou que a Srª. Paula da Costa fosse, além da presidente, também directora geral da Casa do Marcos? Não foi a direcção que lhe concedeu cartão de crédito?

O dinheiro que o Estado deu à Raríssimas é uma oferta, uma doação ou uma contratação de serviços. Mesmo que seja uma contratação de serviço o Estado só tem que se preocupar se o serviço é bem prestado. E parece que isso nunca foi nem é problema na Raríssimas.

E veja-se o que aconteceu com o caso da má qualidade das refeições nas cantinas escolares, obviamente um crime porque o serviço não corresponde minimamente ao que foi contratualizado e ninguém se importou ou importa com isso, nenhum secretário de estado ou ministro se demitiu por causa disso. Porquê?

Acho que é um problema da mesquinhez e inveja dos portugueses: onde se admite que uma simples vendedora num quiosque de repente apareça ao lado da Rainha Letícia, rodeada de primeiras damas e ministros e secretários de estado. O que é que eu tenho que ver com aquilo que se passa nas casas dos outros? É doentio este voyeurismo dos portugueses, se se indignam pelo facebook e murmuram e protestam pelas costas mas diante das pessoas é só beijinhos e abraços.

A Sr.ª Paula da Costa criou algo que pudesse dar ao doentes com doenças raras aquilo que o seu filho nunca teve, usou os meios que toda a gente usa para levar essa obra adiante: mecenato, subsídios do estado, ofertas de pessoas, usou uma rede de relações que lhe permitiu ultrapassas as teias burocráticas.

Criou algo que supostamente num Estado Social seria responsabilidade desse mesmo Estado mas para o qual não tem os meios necessários. E nunca se têm os meios necessários porque os recursos são limitados e as necessidades humanas ilimitadas. E é irracional pensar que se as pessoas não teem dinheiro para alguma coisa o estado tem, porque o dinheiro do estado é o dinheiro das pessoas, que o estada arrecada.

Editado a 18 dez 2017 – Substituído Privada por Particular na definição de IPSS

Quem quer traduzir estes livros?

Tenho lido muito poucos livros em português, praticamente apenas os ligados à minha missão de padre e capelão no Santuário de Fátima.

E para além dos clássicos aos quais regresso de vez em quando, o que leio é sobretudo em Inglês porque na maior parte dos casos é difícil encontrar traduções e português. É certo que «uma Coluna de Fogo» do Ken teve edição internacional ao mesmo tempo e «Os diários da Princesa» de Carrie Fisher em edição de setembro de 2017, mas há alguns livros que li este ano e que mereciam ter tradução em português.

The afterlife of Holly Chase (2017), de Cynthia Hand: uma reimaginação extraordinária de Um conto de Natal de Dickens.

World Made by Hand (2007), The Witch of Hebron (2010), A History of the Future (2014), The Harrows of Spring (2016) (este 4º ainda não o li), de  James Howard Kunstler , sobre uma comunidade nos Estados Unidos depois do fim do petróleo e da eletricidade.

e Big Little Lies (2014), de Liane Moriarty, que deu origem a uma série da HBO com as atrizes Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley.

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Jerusalém

O que se passou com a recente vontade do Presidente dos Estados Unido de instalar a embaixada em Israel na cidade de Jerusalém é um bocado esquizofrénico. Por um lado toda a gente sabe que Jerusalém é a capital de Israel, mas ninguém, à excepção de Israel e de mais alguns outros países, incluindo a Russia e os Estados Unidos, ninguém quer reconhecer esse facto.

O problema está famosa Resolução 194 (III) da ONU com data de 11 de dezembro 1948, quase no fim da Guerra Israel-Árabe em que se determinam os critérios para o regresso dos refugiados palestinianos às suas casas e que, tendo em conta a importância dos lugares santos na Palestina a cidade de Jerusalém devia ser desmilitarizada e garantido a todos o seu livre acesso.

Os palestinianos vivem uma situação verdadeiramente trágica. Por um lado são vistos como cidadãos de segunda por Israel, constantemente humilhados na sua vida diária. Por outros os países árabes usam os palestinianos como arma de arremesso numa tentativa de eliminar Israel. Tendo em conta a história inicial do país, com Abraão a mudar-se, com a sua família alargada, de armas e bagagens de Ur para Canaã, com as posteriores as zangas e bulhas entre o seus dois filhos: o da escrava Agar, chamado Ismael, e o da esposa Sara, chamado Isaac, e depois dos descendentes dos 12 filhos de Jacob regressarem do Egipto expulsando todos os outros povos que viviam na Palestina, com as constantes invasões dos impérios que circundavam este território, Israel sempre viveu uma situação muito precária, externamente, mas internamente ciente do seu direito divino àquela porção do planeta.

Depois da segunda guerra Mundial a ONU decidiu um plano para dividir o território da palestina em 3: Israel (para os judeus), Palestina (para os árabes) e Jerusalém (zona especial de regime internacional). A ONU aprovou, com algumas dificuldades, este plano que foi recebido com reservas pelos judeus e rejeitado pelos palestinianos deu origem a uma guerra civil no território e ao abandono do território pelos Ingleses sem um plano para estabelecer Jerusalém como o tal território «Santuário».

Uma outra questão que não devemos esquecer é  que aquele sítio é extremamente desértico e as fontes de água são escassas ambos os povos lutam pelo seu controlo.

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Vigiai!

Ontem começámos o tempo do Advento, tempo de preparação para o natal. No Evangelho Jesus fala-nos do homem que foi de viagem e deixou a tarefa de cuidar da casa aos seus servos.

Sempre que leio este trecho lembro-me d’O Senhor dos Anéis e o Mordomo de Gondor, que cuida do Reino até à chegada do rei. Durante 25 gerações estes homeme velaram e zelaram pelo trono e pel reino, esperando a chegada do verdadeiro rei, herdeiro de Elendil.

Cada um de nós é um mordomo a quem Deus deu a tarefa de velar e zelar pela criação.

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Duplicidade de Critérios

Cada vez estou mais danado com a duplicidade de critérios que está a afetar a nossa sociedade.

Sabemos que a esquerda sempre foi anti-liberdade e o último reduto dessa liberdade é a liberdade de expressão, que nasce da liberdade de pensamento.

Dizem que é preciso impedir o discurso de ódio (hate-speech) mas os únicos que são acusados disto são aqueles que não alinham com a cartilha esquerdista. Ainda mais grave quando são os meios de comunicação social a alinhar desta duplicidade de critérios: «Nazi atropela e mata uma pessoa em Charlote, VA», «Carro atropela e mata 13 pessoas na Rambla de Barcelona»

E se começarmos a estabelecer crimes de ódio e crimes de consciência quem é que determina isso? O governo? E quando estiver no governo um ditador? A maioria? E quem é que garante que a maioria está certa? E o que acontece às minorias? Uma comissão de vigilantes? Mas quem vigia os vigilantes?

Sem se darem conta o que George Orwell anunciava no seu livro «1984» está a começar a acontecer: «Todos os registos foram destruídos ou falsificados, todos os livros reescritos, todas as pinturas repintadas, todas as estátuas e edifício foram renomeados, todas as datas alteradas. E o processo continua dia a dia, minuto a minuto. A história parou. Nada existe a não ser o infinito presente.»

Green Bay

Por estes dias vou estar em Green Bay para fazer uma conferência sobre os Pastorinhos de Fátima, os Santos Francisco e Jacinta Marto, no santuário de Nossa Senhora do Amparo (Our Lady of Good Help) em Campion, diocese de Green Bay.

A paisagem é  maravilhosa, terrenos agrícolas em planície, à beira dos grandes lagos e atravessada pelo rio Fox.


Aqui na cidade encontrei muitas àrvores completamente revestidas de flores brancas, vim a descobrir que as árvores que dão estas flores são chamadas crabapple.

Bem-vindo 2017

E quando pensamos que, finalmente, encontramos um caminho seguro e rotineiro, sem surpresas, uma vida tranquila e calma, Deus intervém de novo trazendo mais umas surpresas e desafiando-nos à aventura, a calçar de novo as botas e pormo-nos a caminho, porque há gente nova a encontrar, há sempre rumos novos a descobrir, mundos interiores a desvelar.

Um santo 2017 para todos.