Arquivo da categoria: Oração

Rosário Sábado Santo

1º Mistério – A agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras
Do Evangelho de S. Mateus: “Voltando para junto dos discípulos, encontrou-os a dormir e disse a Pedro: «Nem sequer pudeste vigiar uma hora comigo! Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é débil.»” (Mt 26, 40-41)
No momento mais difícil da vida de Jesus os discípulos dormem como se nada fosse. Os olhos fecham-se ao que se passa à sua volta, não vêm o que se passa com Jesus. Ainda hoje somos tentados a fechar os olhos ao que se passa à nossa volta. Centrados apenas nos nossos problemas, bombardeados por sons e imagens não percebemos a luta e o sofrimento interior dos nossos irmãos. Fechamos os olhos para não sermos incomodados, mas o senhor continua a dizer-nos Vigiai e orai, para não cairdes em tentação.

2º mistério – A Flagelação de Jesus

Do Evangelho de S. João: “Então Pilatos mandou levar Jesus e flagelá-lo.” (Jo 19, 1)
Para Pilatos aquele era mais um peão na luta pelo poder na Judeia. Trazido pelo Sinédrio percebeu que era uma questão que não lhe dizia respeito, mas sendo um político procurou resolvê-la sem se comprometer. A flagelação foi a busca do mal menor, mas foi o início de um processo iníquo, que terminou com a morte de um inocente. O mal não é tolerável e não pode ser uma desculpa para a a nossa inactividade.

3º Mistério – A Coroação de espinhos

Do Evangelho de S. Mateus: “Tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e uma cana na mão direita. Dobrando o joelho diante dele, escarneciam-no, dizendo: «Salve! Rei dos Judeus!»” (Mt 27, 29)
O condenado é motivo re passatempo, de divertimento. Cinicamente aproveitam-se do seu pequeno poder naquela altura para troçarem daquele infeliz que lhes caiu nas mãos. Aquele era o momento de manifestarem uma força que não tinham, um poder que não possuíam. Quantos de nós não somos como estes soldados, que se aproveitam dos mais fracos para se divertirem e gozarem, para se engrandecerem aos seus próprios olhos, como balões cheios de ar. Toda a vida é infinitamente valiosa, não pode ser desprezada quando nos convém.

4º Mistério – Jesus caminha com a cruz

Do Evangelho segundo S. Lucas: “Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam.” (Lc 23, 27)
O espectáculo continua: as pessoas têm sede de sangue e de dor. Jesus carrega com a cruz pelas ruas da cidade, por ente as pessoas indiferentes que faziam as compras para a páscoa. Mas há sempre uma grande multidão que se aproxima para o expectáculo, para o sangue, a dor e o sofrimento. Ontem como hoje é isto que dá audiência. Ontem como hoje ninguém ajuda, há quem se lamente, quem chore, mas não fazem nada. A única ajuda é forçada: Simão de Cirene é obrigado a levar a cruz. Que não fiquemos de mãos caídas a lamentarmo-nos. Que sejamos como Verónica que conseguir ajudar um niquinho ao limpar o suor e sangue do rosto de Jesus.

5º mistério – Jesus morre na cruz.

Do Evangelho segundo S. Marcos: “Às 3 da tarde Jesus exclamou em alta voz: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?” (Mc 15, 34)
Doação total. Aniquilação absoluta. Abandonado pelos seus amigos. Entrega a sua mãe ao discípulo, para que não deixe de o ser, para que seja a nossa mãe. Concede o paraíso a um dos criminosos com Ele crucificado, e a cada um que se arrepende dos seus pecados. Derrama o seu sangue, feito fonte de vida. O próprio Deus se abandona. Jesus reduz-se a nada, todo para todos. Que não nos limitemos a ficar na contemplação deste desespero, porque «se o grão lançado à terra morrer dará muito fruto» (Jo 12, 24)

Rosário II

1º Mistério: A Anunciação
O homem procura Deus porque n’Ele, só n’Ele, pode encontrar o cumprimento das próprias aspirações à verdade, ao bem e ao belo. «Tu não me procurarias se já não me tivesses encontrado», escreve Blaise Pascal acerca de Deus e do homem. Isto significa que o próprio Deus participa nesta busca, quer que o homem o procure e cria nele as condições necessárias, para que ele o possa encontrar. Pela revelação o próprio Deus aproxima-se do homem, fala-lhe de si, permite-lhe conhecer-se.

2º Mistério: A Visitação
A pureza do coração é um dom de Deus. Cristo, ao doar-se ao homem nos sacramentos da Igreja, insere-se no seu coração e ilumina-o com o «esplendor da verdade». Só Ele é capaz de iluminar a razão, de purificar o coração e de formar a liberdade humana. Sem a compreensão e a aceitação a fé extingue-se. O homem perde a visão do sentido das coisas e dos acontecimentos, e o seu coração procura a satisfação onde não a pode encontrar.

3º Mistério: O Nascimento de Jesus
A pureza do coração é dada ao homem como tarefa. Ele deve constantemente assumir a fadiga de se opor às forças do mal, às que pressionam do exterior e às que agem do interior, que o querem afastar de Deus. E, desta forma, no coração do homem combate-se uma luta incessante pela verdade e pela felicidade. Para vencer esta luta, o homem deve dirigir-se a Cristo. «Ó Deus, cria em mim um coração puro» (Sl 50[51], 12), exclama o Salmista, consciente da debilidade humana, porque sabe que para ser justo perante Deus, só o esforço humano não é suficiente.

4º Mistério: Apresentação de jesus no Templo
Não tenhais medo de viver contra as opiniões da moda e as propostas em contraste com a lei de Deus. A coragem da fé tem um preço muito elevado, mas vós não podeis perder o amor! Não permitais que alguém vos torne escravos! Não vos deixeis seduzir pelas ilusões da felicidade! Só um coração puro pode amar plenamente a Deus! Só um coração puro pode levar plenamente a cabo a grande empresa do amor que é o matrimónio! Só um coração puro pode servir plenamente os demais!

5º Mistério: A Perda e encontro de Jesus no Templo
É preciso que a família assuma uma firme posição em defesa da salvaguarda das entradas da própria casa, em defesa da dignidade de cada pessoa. Preservai as vossas famílias da pornografia, que hoje invade sob várias formas a consciência do homem, especialmente das crianças e dos jovens. Defendei a pureza dos costumes nos vossos lares domésticos e na sociedade. Educar para a pureza é uma das grandes tarefas da evangelização que agora se nos apresenta.

Rosário

1º Mistério: A Anunciação

Cheia de Graça foi o nome que o anjo deu a Maria. Ela que tinha um coração puro e por isso capaz de receber a plenitude do Dom de Deus, Jesus Cristo, seu filho. à imagem de Maria somos convidados a despojar o nosso coração de todo o mal, a fazermos jejum de tudo o que é nocivo para a nossa vida, e assim poderemos encher o nosso coração da Graça, de Jesus Cristo. Senhor dá-me um coração puro.

2º Mistério: A Visitação

A felicidade não está em nós. Maria percorre cerca de 150 km e vai visitar a sua parente Isabel, que também estava para ser mãe. Vai para ajudar, para estar presente. A esmola não se resume a dar um punhado de moedas a alguém por pena. É sobretudo ir ao encontro das outras pessoas, ser para eles um anjo da guarda, protector, companheiro, ajuda.

3º Mistério: O Nascimento de Jesus

Um rei não nasce numa gruta, no meio da palha, entre os animais. Um deus não morre, não morre pelos crimes dos homens. Jesus entra na história para para transformar o mundo, para ser sinal de contradição. Como as flores na primavera vem para dar fruto. Eis que faço novas todas as coisas. É com este desejo de renovar a nossa vida com Cristo que vivemos este tempo de purificação.

4º Mistério: Apresentação no Templo

Jesus é apresentado no templo pelos seus pais. Assim se manifesta a certeza de que a família é um dom de Deus, de que a vida que nasce entre o casal é fruto da graça de Deus. Tudo vem de Deus, tudo é de Deus. A nossa consagração pelo o Baptismo leva-nos a confiar no Senhor, no projecto de vida para cada um de nós. A nossa vocação é sermos santos, viver em cada dia a Vida de Deus e levar essa vida a todos aqueles que encontramos.

5º Mistério: A Perda e encontro

Jesus fica no Templo escutando os doutores da Lei e fazendo-lhes perguntas. Não nasceu ensinado, foi descobrindo em cada pista, o seu caminho, a Vontade do Pai. Na agitação da vida e do mundo, facilmente nos perdemos no meio da multidão. Se somos o nosso próprio ponto de referência não conseguimos encontrar o caminho porque não há outros sinais que nos mostrem a direcção certa. Interroguemos pois os sinais que Deus nos apresenta.