Arquivo da categoria: Religião

da Alma

Muita gente se tem interrogado sobre o que é a alma, o que faz de nós humanos.

Ao ver o filme Ex Machina e porque ontem terminei um livro de Jim Butcher “Academy’s Fury” (não editado em português) torna-se claro que a alma (o que faz de nós humanos, ou seja a essência da humanidade) é a capacidade de morrer pelo outro.

“The queen was simply stunned at was happening. Though the Alerans had managed to entrap the queen, they had doomed themselves to do so. There was no way they would be able to escape the wrath of the taken around them, no chance that they would survive – and it had never occurred to the queen that it’s foe’s tactics would simply decline to take survival into account.

Sacrifice.

The vord queen’s thoughts locked upon the word, found there in Amara’s mind.

Sacrifice.

It did not understand. Though the vord queen could comprehend that those facing it were willing to give up their own continuation to destoy it, it did not understand the motivation behind this. How could they regard their own deaths as a victory, regardless of what happened to their foe? It was not reasonable. It was not a manner of thought that promoted survival. Such deaths could serve no Purpose whatsoever.

It was madness.”

Para nós cristãos Jesus Cristo é modelo de pessoa humana. Citando S. Paulo: “Enquanto os judeus pedem sinais e os gregos andam em busca da sabedoria, nós pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios.” (1 Cor 1, 22-23)

Rosário dos pastorinhos

1º Mistério – A Luz de Deus

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Ao Francisco, o que mais o impressionava ou absorvia era Deus, a Santíssima Trindade, nessa luz imensa que nos penetrava no mais íntimo da alma. Depois, dizia:

– Nós estávamos a arder, naquela luz que é Deus, e não nos queimávamos. Como é Deus!!! Não se pode dizer! Isto sim, que a gente nunca pode dizer! Mas que pena Ele estar tão triste! Se eu O pudesse consolar!…

 

O amor de Deus inundou o coração dos Pastorinhos e eles deixaram-se cair nesse abismo da Sua misericórdia e compaixão.

O mistério de Deus não precisa de ser explicado. É necessário vivê-lo pela comunhão de um coração, simples e humilde, que se deixa inundar pela graça de Deus, pelo fogo luminoso do Espírito Santo que nos faz seguir o exemplo de Cristo.

Pedimos por intercessão dos pastorinhos, candeias que Deus acendeu para alumiar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas, um coração novo onde Deus possa habitar e ser luz no caminho da nossa vida.

 

2º Mistério – A Oração

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Encontrou-nos um dia uma pobre mulher e, chorando, ajoelhou-se diante da Jacinta a pedir-lhe que lhe obtivesse de Nossa Senhora a cura duma terrível doença. A Jacinta, ao ver de joelhos, diante de si, uma mulher, afligiu-se e pegou-lhe nas mãos trémulas para a levantar. Mas vendo que não era capaz, ajoelhou também e rezou com a mulher três Ave-Marias; depois, pediu-lhe que se levantasse, que Nossa Senhora havia de curá-la. E não deixou mais de rezar todos os dias por ela, até que, passado algum tempo, [essa mulher] tornou a aparecer para agradecer a Nossa Senhora a sua cura.


A oração é relação que nos liga a Deus num diálogo interno e profundo pelo qual mergulhamos no Seu mistério e na Sua vida.

Na oração descobrimos a vontade de Deus e a sua misericórdia, e somos impelidos a progredir numa vida santa e justa.

Pedimos que o exemplo dos pastorinhos nos ajude a ter uma vida de profunda e intensa oração, para alcançarmos a união mística com o Senhor.

 

3º Mistério – O Sacrifício

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Brincávamos, um dia, sobre o poço do arneiro. A mãe da Jacinta tinha ali uma vinha pegada. Cortou alguns cachos e veio trazer-no-los, para que os comêssemos. Mas a Jacinta não esquecia nunca os seus pecadores.

– Não os comemos – dizia ela – e oferecemos este sacrifício pelos pecadores.

Depois, correu a levar as uvas às outras crianças que brincavam na rua. À volta, vinha radiante de alegria; tinha encontrado os nossos antigos pobrezinhos e tinha-lhas dado a eles.

 

Os pastorinhos em tudo encontravam ocasião para fazerem sacrifícios. Nesta época em que vivemos, de abundância e conforto, não faltam ocasiões para fazermos sacrifícios pela conversão dos pecadores e para descobrirmos a necessidade da partilha dos nossos bens.

Os sacrifícios que Jesus Cristo deseja são os que são permeados de misericórdia, de amor; aos olhos de Deus, o que dá valor a uma penitência é o amor que se põe nela.

Pedimos ao Senhor que, a exemplo dos Pastorinhos, partilhemos os nossos bens com os pobres para encontramos o verdadeiro valor da vida.

 

4º Mistério – A Consolação

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Por vezes o Francisco dizia:

– Nossa Senhora disse que íamos ter muito que sofrer! Não me importo; sofro tudo quanto Ela quiser! O que eu quero é ir para o Céu.

Um dia que eu me mostrava descontente com a perseguição que dentro e fora da família se começava a levantar, ele procurou animar-me, dizendo:

– Deixa lá. Não disse Nossa Senhora que íamos ter muito que sofrer, para reparar a Nosso Senhor e o Seu Imaculado Coração, de tantos pecados com que são ofendidos? Eles estão tão tristes! Se com estes sofrimentos os pudermos consolar, já ficamos contentes.

 

Porque Deus nos ama fomos salvos pela morte e ressurreição de Cristo. A ingratidão dos homens entristece a Deus porque torna o Seu amor inactivo.

Os pastorinhos ensinaram-nos a reparar a nossa ingratidão e a consolar Deus através da generosidade livre com que se assume a complexidade da vida de cada dia.

Pedimos ao Senhor que o exemplo dos pastorinhos nos ajude a aceitar as dificuldades da vida como caminho de comunhão com Deus, salvador da humanidade.

 

5º Mistério – A Reparação

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Outro dia, ao chegar, encontrei o Francisco muito contente.

– Estás melhor?

– Não. Sinto-me muito pior. Já me falta pouco para ir para o Céu. Lá vou consolar muito a Nosso Senhor e a Nossa Senhora. A Jacinta vai pedir muito pelos pecadores, pelo Santo Padre e por ti; e tu ficas cá, porque Nossa Senhora o quer. Olha: faz tudo o que Ela te disser.

Enquanto a Jacinta parecia preocupada com o único pensamento de converter pecadores e livrar almas do inferno, ele parecia só pensar em consolar a Nosso Senhor e a Nossa Senhora que lhe tinha parecido estarem tão tristes.

 

Duas crianças foram capazes de viver uma vida de total entrega a Deus, oferecendo-se para que todas as pessoas pudessem descobrir Deus e o Seu amor por nós.

Uma vida simples mas cheia de sentido, mergulhados no amor de Deus pela humanidade e conduzindo os homens a Deus.

Que o exemplo da vida dos Beatos Francisco e Jacinta Marto nos anime a uma busca constante da comunhão entre nós e Deus.

JMJ 2000

Hoje estava a preparar um relatório para uma cadeira do curso quando, a propósito do discurso de João Paulo II nas Vigília da Jornada Mundial da Juventude em 2000, decidi ir ao youtube ver alguns vídeos desse encontro, realizado em Tor Vergata, Roma.

Este fez.me comover até às lágrimas, ao recordar este Papa tão marcante, e como ele, apresar da avançada idade e doença, conseguia tocar o coração de milhares de jovens com a força do Evangelho e do seu testemunho de vida.

O Hino “Jesus Cristo tu és a minha vida” também ajuda à comoção do coração

Comunicação na Igreja Católica

Como é que uma religião assente na Escritura hoje não consegue usar os meios publicados para comunicar a Mensagem de Jesus Cristo?

Porque é que nós, católicos, temos tantas dificuldades em tornar visível aquilo em que acreditamos. A Bíblia sempre foi, ao longo da história, o livro com mais reproduções. Os conventos foram durante o primeiro milénio os grandes repositórios da cultura clássica.

Parece-me que nos falta estratégia comunicacional. Explicamo-nos mal, tarde e a más horas. Lamentamo-nos que a imprensa não sabe falar sobre nós mas quando ela nos pede que falemos, recusamo-nos com medo de sermos mal interpretados.

Queremos ter os meios mas não investimos o necessário para os ter. Temos medo de entrar num mundo que não conhecemos, não arriscamos, jogamos sempre pelo seguro.

É mais fácil dizer que os outros não vêm ter connosco, que não vão à missa, que não rezam. Os 12 estavam bem arranjados se estivessem à espera que os judeus fossem ter com eles ao cenáculo, para eles poderem anunciar Jesus morto e ressuscitado. Ainda hoje lá continuariam.

É necessário ir ter com as pessoas onde elas estão, espicaçá-las no seu mundo, fazer-lhes ver que há outros caminhos. S. Paulo não teve vergonha de ir ao Areópago falar de Jesus Cristo. Correu mal, paciência. Sempre houve um ou outro que o escutou e se converteu. Foi expulso de quase todas as sinagogas, muitas vezes à porrada. Mas nem por isso deixava de passar por lá.

É certo que todas as dioceses têm o seu jornal diocesano, que a Agência Ecclesia faz um trabalho extraordinário em divulgar o que se passa na Igreja, que há bastantes blogues de leigos e até de padres espalhados pela internet. Mas tudo isto é diálogo intra-eclesial: falamos só aos nossos, aos que já estão dentro.

A própria Rádio Renascença, Emissora Católica Portuguesa, um império da comunicação social, limita-se a dar às pessoas aquilo que elas querem.

Durante o último século fomos condicionados a fecharmo-nos ao mundo. Disseram-nos que o mundo é mau e perigoso, que há monstros lá fora, que dentro de casa é que se está bem, que só ao colo da mãe é que estamos seguros.

Dizem-nos que somos poucos e dizemos sim senhor. Dizem-nos que não sabemos nada do mundo e dizemos sim senhor. Dizem-nos que não nos devemos meter em assuntos adultos e dizemos sim senhor. Dizem-nos que não devemos interferir em coisas mundanas como a política, a economia, a cultura, os assuntos das pessoas e dizemos sim senhor.

Hoje é mais um dia triste para o meu país: o Presidente da República promulgou uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Depois de ter permitido o aborto a pedido. Os divórcios a pedido. E até os bispos nos dizem que não nos devemos meter nesses assuntos. Como se já fossemos habitantes do céu, anjos a olhar o que se passa lá em baixo. A nossa cidade é a Cidade dos Homens. Somos cidadãos de plenos direito e não nos podemos calar quando a nossa sociedade, o mundo em que vivemos se aniquila.

Quer queiramos quer não a Igreja faz política, porque os cristãos fazem política. Nós cristãos somos a Igreja e estamos integrados numa sociedade: pagamos impostos, temos os nossos filhos na escola do estado, estamos integrados no Serviço Nacional de Saúde. Somo militares, polícias, juízes, deputados, empresários. Não podemos dizer que este não é o nosso mundo. E por isso não nos podemos calar quando procuram construir uma sociedade que nos destroi.

Precisamos de uma grande jornal nacional, diário ou semanário, que possa ser um olhar cristão do que se passa à nossa volta, que possa ser a voz da consciência do nosso país. ão devemos ter medo de ser um loby, um grupo de pressão. Se um grupo empresarial funda um jornal para pressionar as autoridades a beneficiar os seus interesses, porque não devemos ter um jornal para defender os nossos interesses: a Mensagem de Jesus Cristo e a salvação das pessoas?

Centenário das Aparições

O Santuário de Fátima prepara-se para a celebração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora, que ocorreram em 1917. Os próximos sete anos, com início no ano litúrgico de 2011, que começa no primeiro Domingo do Advento, a 28 de Novembro, serão dedicados às aparições.

Em conferência de imprensa realizada na tarde do dia 12 de Agosto, no Santuário de Fátima, o Reitor, Padre Virgílio Antunes, destacou os principais objectivos da celebração:

“Dar a conhecer a mensagem de Fátima e as suas implicações com a vida dos cristãos deste tempo, assim como a sua dimensão profética, relevante para a Igreja e para o mundo; e ajudar a dinamizar espiritualmente todos os devotos, peregrinos e a própria Igreja em Portugal, que tem em Fátima um forte ponto de apoio para a sua acção pastoral” são dois dos propósitos da iniciativa que pretende também “contribuir para uma leitura da realidade do nosso tempo a partir da fé cristã e da afirmação de Deus como Senhor da História”.

O Reitor sublinhou ainda as intenções de a celebração “acentuar as possibilidades de evangelização do nosso mundo a partir da mensagem de Fátima: a adoração à Santíssima Trindade, a centralidade da eucarística, a dimensão mariana da fé católica, a oração pela conversão dos pecadores, pelo Papa e pela paz no mundo, a penitência como caminho de conversão, a reparação dos corações de Jesus e Maria; desenvolver a dimensão mariana da expressão cristã da fé” e “relevar as personalidades dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, enquanto potenciadores de dinamismos catequéticos infantis”.

“Uma Comissão Teológica elaborou ao longo deste ano o itinerário temático a seguir durante os próximos sete anos, entre 2011 e 2017. A partir das «Memórias da Irmã Lúcia», elencaram-se os temas, seguindo o percurso das aparições do Anjo e de Nossa Senhora. Partiu-se sempre de um acontecimento de Fátima, tomou-se uma frase inspiradora e depois definiram-se um núcleo teológico, um elemento catequético e uma atitude crente a desenvolver”, explicou.

Para cada um dos meses de Maio a Outubro de cada ano foram definidas “unidades temáticas e conteúdos a abordar na liturgia, na catequese, nos momentos espirituais e devocionais”.

O primeiro ano partirá das aparições do Anjo e da frase inspiradora «Meu Deus, eu creio…». “Teremos como tema «Santíssima Trindade… adoro-vos profundamente». Tudo girará à volta de Deus, Santíssima Trindade, da fé em Deus e da adoração como atitude crente fundamental”, revelou o Padre Virgílio Antunes.

Nos anos seguintes, os temas desenvolver-se-ão em torno das seis aparições de Nossa Senhora: “Quereis oferecer-vos a Deus?”, “Não tenhais medo!”, “Envolvidos no amor de Deus”, “Santificados em Cristo”, “Eu vim para que tenham vida”, “O Senhor fez maravilhas”.

LeopolDina Simões, Sala de Imprensa do Santuário

Nova Evangelização

O Papa Bento XVI anunciou hoje, durante a celebração das Primeiras Vésperas de S. Pedro e S. Paulo a criação de um Conselho Pontifício para a Nova Evangelização.

O Objectivo é animar o anúncio do Evangelho nos países cristãos secularizados.

É mais um novo desafio para o Curso de Doutoramento que estou a frequentar, Teologia e Comunicação: Como é que numa sociedade que vive apenas o imediato e olha para tudo como relativo podemos anunciar a verdade imutável que toca e transforma a vida das pessoas.

Celebração da eucaristia dominical

D. António Marto, Bispo da Diocese de Leiria-Fátima, acaba de tornar publico, com data de 26 de Fevereiro de 2010, um documento em que apresenta as orienações pastorais sobre as celebrações da Eucaristia Dominical.

Reconhecendo a importância fundamental para os cristãos da celebração dominical da Eucaristia, a multiplicação dos lugares da celebração eucarística, a necessidade de maior qualidade litúrgica, a diminuição da frequência das celebrações litúrgicas por parte dos fiéis e a diminuição acentuada do número de sacerdotes afirma a necessidade de rever as condições em que se realizam as celebrações dominicais da Eucaristia e determina que se proceda à reorganização deste serviço litúrgico em cada paróquia.

As orientações e critérios para as opções quanto aos lugares são apresentados em 7 pontos:

1. No processo de discernimento para a decisão de reorganizar o serviço litúrgico dominical, os párocos deverão solicitar o contributo dos respectivos conselhos pastorais e dos outros párocos da sua vigararia. Neste sentido, em espírito de colaboração fraterna e de co-responsabilidade na missão eclesial, os presbíteros ajudem-se mutuamente para o melhor bem dos fiéis. A decisão pastoral do pároco deve estar suportada no parecer favorável de ambas as instâncias mencionadas.

2. Na igreja paroquial, deverá assegurar-se, quanto possível sempre, a celebração eucarística.

3. Nas outras igrejas (capelas), dar-se-á prioridade aos lugares onde funciona um centro de catequese. Considera-se centro de catequese, normalmente, onde houver a frequência de, pelo menos, 50 crianças e adolescentes.

4. Nos casos de assembleias dominicais reduzidas, havendo uma ou mais igrejas a curta distância, os fiéis serão convidados a congregarem-se na igreja que reúna melhores condições para nela se celebrar a Santa Missa. Se tal for oportuno, pode admitir-se a alternância ou rotatividade anual dos lugares de celebração.

5. Sem prejuízo da obrigação que compete aos familiares, nas comunidades paroquiais onde for necessário e possível, organize-se um serviço de transportes para as pessoas que tenham dificuldades de deslocação e que desejam participar na celebração da Santa Missa.

6. Onde se justificar, por impossibilidade de haver a Santa Missa ou de as pessoas se deslocarem a outra igreja, os párocos podem promover a realização da “celebração dominical na ausência de sacerdote”, conduzida por um ministro leigo competente (cf. Bento XVI, Sacramento da Caridade, 75). Esta solução, no entanto, deve ter sempre um carácter extraordinário, e só se há-de recorrer a ela quando estiverem esgotadas as outras possibilidades e exclusivamente nos lugares onde as distâncias entre as igrejas (ou capelas) forem de facto consideráveis.
Confio ao Serviço Diocesano de Pastoral Litúrgica a missão de cuidar da formação e credenciação dos ministros para presidirem a tais celebrações. No desempenho de tal missão, os ministros devem reger-se por quanto está estabelecido no Directório para as celebrações dominicais na ausência do presbítero (1988) e no livro litúrgico para a Celebração dominical na ausência do Presbítero, da Conferência Episcopal Portuguesa.
Os párocos apresentarão ao Serviço Diocesano de Pastoral Litúrgica os nomes dos candidatos a ministros das celebrações dominicais na ausência de presbítero, que só poderão ser nomeados após completarem a formação específica.

7. As comunidades religiosas com Eucaristia dominical que possam participar na Santa Missa com a comunidade local mais próxima, libertem os sacerdotes, mesmo religiosos, “para irem servir a Igreja nos lugares onde houver necessidade, sem olhar a sacrifícios” (cf. Bento XVI, Sacramento da Caridade, 25).

Dia Mundial da Paz

Na Mensagem para o dia mundial da Paz (1 de Janeiro) deste ano, o papa bento XVI exorta os cristãos a preservarem a criação como caminho para alcançar a paz.

A mensagem em português está neste sítio.

Desperta o dom que há em ti

Não pude participar porque estive a orientar a Semana de Formação e Convívio para os Acólitos do santuário de Fátima, mas aqui vão as conclusões do Simpósio do clero da Semana passada:

1.- O clero de Portugal deu uma resposta muito positiva ao convite para participar no VI Simpósio do clero. Mais de 800 inscrições são o melhor testemunho de uma forte adesão, alegre e agradecida, também por coincidir em pleno Ano Sacerdotal e sob o olhar da figura exemplar de sacerdote que foi São João Maria Vianey.

2.- Conferencistas prestigiados e de renome internacional garantiram a elevada qualidade da reflexão e a pertinência dos desafios lançados.

3.- O Simpósio foi, em si mesmo, um belo exercício de fraternidade e de comunhão entre bispos, sacerdotes, diáconos e seminaristas.

4.- Todos os oradores glosaram, em registos vários, mas consonantes, o tema-lema do Simpósio: «Reaviva o dom que há em ti».

5.- Anselmo Grün e Amadeo Cencini, com a sua autoridade de psicólogos, recordaram-nos que a espiritualidade não é redutível à psicologia, mas que uma espiritualidade não assente em correctas bases psicológicas, facilmente se transforma em moralismo vazio e autoritário.

6.- As pessoas não se seduzem nem se cativam verdadeiramente com a acomodação do Evangelho aos seus desejos e gostos pessoais. Só quando o sacerdote se deixou, primeiro, seduzir no encontro pessoal com Cristo, poderá falar de tal maneira que as pessoas o descobrem possuído de uma luz e beleza que ele mesmo desconhece. Como Moisés, depois de falar com Deus.

7.- O sacerdote não é um anjo. Junto com qualidades e luzes, tem defeitos e sombras. Só reconhecendo humildemente também as sombras se poderá abrir ao Amor que o plenifica, transforma e transfigura.

8.- A formação sacerdotal ou é permanente ou não é verdadeira formação sacerdotal.

O Senhor é fiel. Ao chamar sempre aquele que escolheu, não pára de o chamar todos os dias da sua vida. A Formação Permanente é a experiência de vocação permanente, como resposta agradecida e repleta de fidelidade ao Deus que ama e chama.

9.- Esta autêntica mudança de paradigma na concepção de formação permanente implica que se crie uma cultura de formação permanente na Igreja, pois ainda não existe.

A nossa vida, ou é formação permanente, ou é frustração permanente, repetitividade, desleixo geral, inércia, apatia, perda de credibilidade, ineficácia apostólica.

10.- A Formação Permanente é essencialmente psicológico-espiritual; um processo de conformação-assimilação aos sentimentos do Filho obediente, do Servo sofredor, do Cordeiro inocente.

11.- Não se trata tanto de criar novas estruturas, mas de uma nova mentalidade, uma cultura de Formação Permanente.

12.-A Formação Permanente é a disponibilidade contínua e inteligente, activa e passiva, para aprender da vida, durante toda a vida. Até ao último dia.

13.- Como nos disse o cardeal Cláudio Hummes: «a espiritualidade do presbítero deve ser nutrida cada dia. Os grandes meios são: manter um contacto assíduo com a Palavra de Deus; amar a Deus e deixar-se amar por Ele; viver uma vida de oração autêntica que inclui a Liturgia das Horas e a devoção mariana; celebrar diariamente a Eucaristia, como centro da vida ministerial; recorrer regularmente ao Sacramento da Confissão; viver a comunhão eclesial, principalmente com o Papa, o bispo e o presbitério; doar-se total e incansavelmente ao ministério pastoral, ao empenho missionário e evangelizador; ser o homem da caridade, da fraternidade e da bondade, do perdão, da misericórdia para com todos; ser solidário com os pobres, sendo seu defensor e amigo, vendo neles os preferidos de Deus».

14.- Uma atenção cuidada aos vários programas de formação dos seminários levar-nos-á à opção pelo modelo de integração, polarizado no dinamismo da Cruz como ícone do Mistério Pascal, onde o amor entregado nos convida incessantemente, iluminando-nos e aquecendo-nos, a recebermos agradecidos o dom que a vida sacerdotal é, e a oferecermo-la alegremente como dom.

15.- Este Modelo de Integração fará que nos sintamos abençoados por Deus e ajudar-nos-á a tornarmo-nos uma feliz bênção para os outros.

Uma vida espiritual intensa, iluminada pelo guia fiável que é o Vaticano II, permitirá ao sacerdote entrar mais profundamente em comunhão com o Senhor e ajudá-lo-á a deixar-se possuir pelo amor de Deus, tornando-se sua testemunha em todas as circunstâncias, mesmo difíceis e obscuras. (SC, 89)

16.- Os caminhos a percorrer para a Igreja responder aos novos desafios do mundo de hoje não estão ainda bem definidos e traçados. Temos de utilizar a lucidez na análise do que se apresenta, e a paciência misericordiosa para enfrentar as incompreensões.

17.- Foi bom ouvir que a Igreja ama os seus sacerdotes, os admira e reconhece a sua insubstituível e incansável participação pastoral na missão e na vida eclesiais.

18.- E que, à semelhança de São Francisco, encontrando no caminho um sacerdote e um anjo, saudaria primeiro o sacerdote, mesmo se fosse grande pecador, porque o sacerdote é quem nos dá o pão eucarístico.

19.- O Santo Cura D’Ars reconforta-nos ainda mais ao afirmar: «Deus obedece-lhes. Depois de Deus, o sacerdote é tudo».

Ser padre é viver todos os dias a Consagração: consagrando as espécies eucarísticas e consagrando-se aos irmãos, outra forma de dizer, já há mais de 150 anos, a urgência do que hoje chamamos Formação Permanente.

20.- Os padres das várias dioceses reuniram com os seus bispos e manifestaram a alegria de participar no Simpósio, mutuamente se incentivando para encontrar formas de cultivo da fraternidade nos presbitérios.

21.- Como bem recorda Bento XVI: «É preciso sempre partir de Cristo. Mas isso supõe tê-lo encontrado, ter-se deixado por Ele transformar inteiramente, ou seja, ter-se tornado seu discípulo fiel. Tudo começa ali. Encontrar-se com Cristo e deixar-se por ele transformar»

Só assim reavivaremos continuamente o dom que há em nós, e responderemos gozosamente ao desafio incessantemente renovado de o oferecer aos outros, porque do povo de Deus vimos e só para o servir existimos.

Fátima, 4 de Setembro de 2009

Cruz Consacratória 1

Quando se faz a dedicação de uma igreja nova, faz parte do ritual a unção com o Óleo do Crisma das paredes da Igreja (bem como do altar). Para isso são colocadas nas paredes 4 ou 12 cruzes que são ungidas e ficam permanentemente a marcar a consagração do edifício.

Este é o primeira entrada referente a essas cruzes.

Esta é a fotografia de uma dessas cruzes colocada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no Santuário de Fátima, Portugal.

CCBasNSRos.jpg

Caritas in Veritate

A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade. Esta luz é simultaneamente a luz da razão e a da fé, através das quais a inteligência chega à verdade natural e sobrenatural da caridade: identifica o seu significado de doação, acolhimento e comunhão. Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade; acaba prisioneiro das emoções e opiniões contingentes dos indivíduos, uma palavra abusada e adulterada chegando a significar o oposto do que é realmente. (Caritas in Veritate 3)

Vocações

Começou ontem a 46ª Semana de Oração pelas Vocações.

Numa perspectiva de abertura e para ir ao encontro dos jovens foi criado um portal dedicado às vocações no MySpace

Destaco orações que podem ser descarregadas para o iPod e bastantes filmes sobre as vocações consagradas.

Destaco o filme Pescadores de Homens, produzido pela Conferência Episcopal dos Estados Unidos.

Sexta-feira Santa

«E o Senhor fez cair sobre ele as faltas de todos nós. Maltratado, humilhou-se voluntariamente e não abriu a boca. Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante aqueles que a tosquiam, ele não abriu a boca. Foi eliminado por sentença iníqua, mas quem se preocupa com a sua sorte? Foi arrancado da terra dos vivos e ferido de morte pelos pecados do seu povo. Foi-lhe dada sepultura entre os ímpios e um túmulo no meio de malfeitores, embora não tivesse cometido injustiça, nem se tivesse encontrado mentira na sua boca. Aprouve ao Senhor esmagar o seu servo pelo sofrimento.» (Is 53 6-10)

Quinta-feira santa

«Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim». Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova aliança no meu Sangue. Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim». Na verdade, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha.» (1 Cor 11, 23-26)

Quarta-feira santa

«O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo, para que eu saiba dizer uma palavra de alento aos que andam abatidos. Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os discípulos. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos e eu não resisti nem recuei um passo.» (Is 50, 4-5)

Terça-feira Santa

«Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Farei de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra». (Is 49, 6)

Segunda-feira santa

«Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma. Sobre ele fiz repousar o meu espírito, para que leve a justiça às nações. Não gritará, nem levantará a voz, nem se fará ouvir nas praças; não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega: mas proclamará fielmente a justiça. Não desfalecerá nem desistirá, enquanto não estabelecer a justiça na terra, a doutrina que as ilhas longínquas esperam» (Is 42, 1-4)

Esperança

Já foi divulgada a Mensagem do Papa Bento XVI para a jornada mundial da juventude do próximo domingo de ramos.

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A experiência demonstra que as qualidades pessoais e os bens materiais não são suficientes para garantir a esperança da qual o coração humano está em busca constante. Como escrevi na citada Encíclica Spe salvi, a política, a ciência, a técnica, a economia e qualquer outro recurso material sozinhos não são suficientes para oferecer a grande esperança que todos desejamos. Esta esperança “só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, não podemos conseguir” (Spe Salvi n. 31).

Nós sabemos que só em Deus o ser humano encontra a sua verdadeira realização. O compromisso primário que interpela todos é portanto o de uma nova evangelização, que ajude as novas gerações a redescobrir o rosto autêntico de Deus, que é Amor. A vós, queridos jovens, que estais em busca de uma esperança firme, dirijo as mesmas palavras que São Paulo dirigia aos cristãos perseguidos na Roma de então: “Que o Deus da esperança vos encha plenamente de alegria e de paz na vossa crença, para que abundeis na esperança pela virtude do Espírito Santo” (Rm 15, 13). Durante este ano jubilar dedicado ao Apóstolo das Nações, por ocasião do bimilénio do seu nascimento, aprendamos dele a tornar-nos testemunhas credíveis da esperança cristã.
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