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Santos Inocentes

The massacre of the innocents

Celebramos hoje, 28 de dezembro, os Santos Inocentes, mártires: as dezenas de crianças com menos de dois anos mortas por ordem de herodes: «Quando Herodes percebeu que fora iludido pelos Magos, encheu-se de grande furor e mandou matar em Belém e no seu território todos os meninos de dois anos ou menos, conforme o tempo que os Magos lhe tinham indicado.» (Mt 2, 16)

Recordo as palavras do Papa Francisco na mensagem de Natal por ocasião da Bênção Urbi et Orbi deste dia de natal: «Hoje, enquanto sopram no mundo ventos de guerra e um modelo de progresso já ultrapassado continua a produzir degradação humana, social e ambiental, o Natal lembra-nos o sinal do Menino convidando-nos a reconhecê-Lo no rosto das crianças, especialmente daquelas para as quais, como sucedeu a Jesus, ‘não há lugar na hospedaria’» 

Mártires inocentes continuam também as ser aquelas crianças mortas ainda no ventre de sua mãe em abortos desejados, santíssimas vezes porque não é conveniente ter um filho. Herodes olhava apenas para o imediato e por isso não hesitou em assassinar os seus concidadãos.

Olhando para o imediato só alcançamos destruição, como o bem sabem todos os revolucionários. Olhando para o futuro encontramos a vida, como o sabem todas as mães e pais.

Aborto

Para quem dizia que a legalização do aborto ia diminuir a necessidade de abortos, quero só dizer que os primeiros 5 meses do ano a taxa de abortos aumentou 23% em relação ao ano passado.

Só na Clínica dos Arcos, de Janeiro a Maio, foram feitos 2647 abortos. No hospital Amadora-Sinta, no mesmo período, foram feitos 633 abortos e na Maternidade Alfredo da Costa 615 (de Janeiro a Abril). Ainda por cima pagos com dinheiro dos contribuintes.

E as mulheres que abortam recebem subsídio de maternidade!!!!!

E ainda hoje ouvi alguém dizer que isso é natural por causa da crise.
Aí está o Aborto como mais uma solução de planeamento familiar, coisa que os seus defensores diziam que nunca iria acontecer.

Isto não pode ser considerado genocídio? Matar uma geração por razões egoístas?

Excomunhão

Mais uma vez os órgãos de comunição social e bloggers falam do que não sabem nem conhecem.

Desta vez a propósito de um aborto provocado numa criança de nove anos violada pelo padrasto. Não vejo esta gente moderna escandalizada pela violação de uma criança pelo padrasto e pela morte de duas crianças inocentes.

Vejo-as preocupadas por uma pena canónica que, como o próprio nome indica, só é aplicada aos católicos, àqueles que fazem parte da Igreja e que ficam impedidos de receber os sacramentos.

A excomunhão é uma pena atribuída automaticamente a quem faz voluntariamente um aborto e a todos aqueles que contribuíram para esse aborto: Cân 1398 e 1329 do Código de direito canónico.

Esta censura (pena) é levantada por autoridade do bispo diocesano em caso de arrependimento e posterior confissão sacramental.