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Vergonha

A última vergonha na queda da Europa no Abismo:

A agenda jovem europeia não assinala as festas cristãs do Natal e da Páscoa. O ridículo e a veronha ainda é maior porque na mesma agenda vêm assinaladas festas hindus, sicks, muculmanas e judaicas.

O pseudo multiculturalismo da esquerda europeia deixou cair o véu: mais uma vez é o anti-catolicismo das elites europeias que procura destruir a sua cultura para criar uma nova sociedade, mais livre e justa, mas que cada vez se assemelha mais à sociedade desumanizada de “1984” de George Orwell ou do “Admirável mundo Novo” de Aldous Huxley.

Encontrei em O Povo a tradução da carta que Christine Boutin, anteriora Ministra do Urbanismo do Governo Francês, escreveu a Durão Barroso, presidente da comissão europeia:

Paris, 23 de Dezembro de 2010

À Atenção do

Exmo. Sr. José Manuel Barroso

Presidente da Comissão Europeia

Senhor Presidente,

Como sabe, a Comissão Europeia mandou fazer mais de 3 milhões de exemplares de uma agenda com as cores da União Europeia, para as escolas secundárias. Esta agenda tem, entre outras coisas, as festas judias, hindus, sikhs e muçulmanas, mas não assinala uma única festa cristã. Até mesmo a folha do dia 25 de Dezembro está vazia…

Como é possível uma tal discriminação?

A minha inquietação, incompreensão e mesmo indignação são enormes.

Será que a Comissão Europeia pode pretender que foi um esquecimento? Mas como é possível omitir involuntariamente a festa do Natal, celebrada por toda a Europa por milhares de pessoas mesmo não cristãs?

Verdadeiramente não posso aceitá-lo.

Em nome da verdade, em nome do que foi e do que é, não posso aceitá-lo. O papel da religião cristã na formação da Europa é um facto histórico inegável, e é aberrante que uma agenda mandada fazer pela Comissão europeia não o mencione de todo. Como é possível afirmar que esta agenda constitui uma “mina de informações sobre a União Europeia”, retirando-lhe qualquer referência ao cristianismo? Como é que se pretende instruir os jovens acerca da União Europeia negando a existência de uma religião que contribuiu de uma maneira fundamental para a sua construção e unidade?

Não posso também aceitá-lo em nome de uma grande parte da população europeia cuja religião é o cristianismo. Recuso-me a aceitar que seja assim negado e esquecido aquilo que tem uma tão grande importância na vida de todas essas pessoas, esse legado de valores e convicções que elas têm em comum.

Finalmente, não posso aceitar, em nome dos milhões de cristãos perseguidos e mortos pelo mundo fora, por causa da sua fé. Como é que a Europa pode dar provas de uma total ignorância sobre uma religião em nome da qual essas pessoas sofrem e morrem, haja em vista as festas que apenas podem celebrar com risco da sua própria vida?

Esperando o seu apoio em favor de uma Europa que promova o diálogo entre as religiões e que valorize a importância e a contribuição de cada uma delas para a construção duma sociedade de paz, de prosperidade e de tolerância,

Receba Senhor Presidente os meus sinceros e respeitosos cumprimentos

Christine Boutin

Ex- Ministra

C.C. para John Dalli, Herman Von Rompuy, Jerzy Buzek e Wilfrid Martens.

Neste link podem encontrar uma petição de protesto contra esta iniciativa da União Europeia.

Harry Potter

Depois de ter visto o filme “Harry Potter e o príncipe misterioso” fui reler o último volume da série, Harry Potter e os talismãs da Morte.

Desta segunda leitura duas coisas me chamaram a atenção, dois elementos claramente marcantes da dimensão cristã dos livros do Harry Potter.

Começo pela última: o local onde Harry encontra Dumbledore depois do ataque final de Voldemort: a estação de Kings Cross. Claro que todos sabemos que esta é uma das mais importantes estações de combio de Londes, mas é natural fazermos a ligação com Jesus Cristo, o rei dos reis que morreu na cruz, e que dando a vida voluntariamente libertou os homens do mal, do pecado e da morte.

O outro aspecto que já me tinha despertado a atenção na primeira leitura que fiz foi o ter usado a pedra da ressurreição, não para ressuscitar os mortos mas para ter a sua companhia nos seus últimos momentos.

No fim de contas é o amor desinteressado que vence.

A Igreja não é o Continente

No blog do Padre Philip Neri Powel, um Dominicano dos Estados Unidos encontrei um tetxo interessante que, com a devida autorização traduzo e adapto aqui.

1) A Igreja católica não é o Continente nem o McDonald’s; é o Corpo de Cristo.

2) Os padres, freiras, religiosos/as e leigos não são empregados; somos todos membros do Corpo de Cristo.

3) A doutrina e os dogmas da Igreja Católica não são produtos de consumo que os empregados da Igreja vendem àqueles que os pedem; a doutrina cristã exprime a imutável verdade da fé.

4) a vida numa paróquia católica não é uma viagem à Disneylandia, ou ao Oceanário de Lisboa ou ao McDonald’s vizinho, onde os desejos e os apetites são satisfeitos por padres e leigo rabugentos; a vida paroquial é a vida de Cristo para a comunidade e família católica local.

5) Não se pertence à Igreja Católica porque se gosta mais do edifício do que da capela dos Adventistas do 7º dia; ou porque o padre da paróquia é mais giro que o Pastor da Igreja Baptista; ou porque se ouviu dizer que as homilias são mais curtas na paróquia de Nossa senhora do que na Assembleia de Deus. É-se da Igreja Católica porque se acredita que a Fé católica é a verdade do Evangelho ensinado pelo próprio Cristo e entregue aos seus apóstolos.

6) Abandonar a Igreja Católica porque um padre foi mau, ou porque a freira lhe bateu com a régua, ou porque a pessoa que trabalha no cartório o olhou de soslaio é tão estúpido como deixar de usar as regras da matemática porque se detestava a professora de matemática do liceu. Porque é que alguém deve deixar que um padre destrambelhado ou uma freira rezingona ou outra pessoa o afaste da fé católica, que acredita ser a verdadeira?

7) Alguém pertence à Igreja Católica porque acredita que vai encontrar nuvens de anjos na Missa vestidos de paroquianos; multidões de santos ajoelhando para a comunhão; seminários cheios de jovens angélicos ardendo por dentro para ser padres; o centro pastoral paroquail atestado de pessoas moralmente puras ansiando por servir e um padre sem mácula, bem, tem de pensar outra vez e olhar de novo. Dizer aos católicos que eles não são perfeitos é como dizer aos peixes que estão molhados. Eles já o sabem. Siga.

8 ) Nós padres, e os religiosos, somos imperfeitos, impuros, criaturas lutadoras, que sabemos perfeitamente que falhamos totalmente em alcançar os critérios fundamentais da santidade. Para que conste: também vocês. Venham para a fila.

9) A Igreja católica não deve a ninguém a revisão da doutrina e dos dogmas. Ela não mudou para evitar a maior parte da Europa de se tornar protestante, então porque é que havia de mudar para que alguém possa entrar para uma das suas paróquias?

10) Se alguém quer ser católico que avançe. Mas que o faça convencida de que a Igreja ensina a verdadeira fé. Se um padre rabugento num blog é suficiente para evitar que se aceite a verdade da fé, então duas coisas são extremamente claras: a) Não se acredita que a Igreja Católica testemunha e ensina a Fé; b) e dá-se mais importância aos desejos de consumo frustrados do que à sua própria alma imortal.

E não digam que isto de dizer a verdade não é pastoral.

Original de Domine, da mihi hanc aqua…

Sínodo dos Bispos

Já está disponível no site do Vaticano a lista final das propostas do Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus (Bíblia).
Só existe a versão em italiano que pode ser encontrada nesta ligação.

Sr. Primeiro Ministro

Sr. Primeiro Ministro Sócrates.

Não meta a Igreja nas suas batalhas políticas. Não fale do que não sabe. A doutrina da igreja continua a dizer que o fim do casamento é a procriação, a procriação e o bem-estar dos esposos.

A Igreja continua a dizer que o casamento é a união de um homem e uma mulher com vista à vivência do amor e da sua santificação pessoal e participação na obra criadora de Deus gerando novas vidas e educando-as para para a sua participação plena no mundo.

SS. Trindade

Hoje celebramos a Solenidade da SS. Trindade. Mistério incompreensível.

Apenas sabemos que Deus é Amor, porque é amor é relação, e porque relação é comunidade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo, distintas pessoas mas a mesma essência são a fonte de tudo, verdadeiramente criadores.

Podemos pois olhar para a família como imagem humana desta comunidade: fonte de relação e de amor no mundo. Se a família é destruída o mundo não pode sobreviver.