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Vigiai!

Ontem começámos o tempo do Advento, tempo de preparação para o natal. No Evangelho Jesus fala-nos do homem que foi de viagem e deixou a tarefa de cuidar da casa aos seus servos.

Sempre que leio este trecho lembro-me d’O Senhor dos Anéis e o Mordomo de Gondor, que cuida do Reino até à chegada do rei. Durante 25 gerações estes homeme velaram e zelaram pelo trono e pel reino, esperando a chegada do verdadeiro rei, herdeiro de Elendil.

Cada um de nós é um mordomo a quem Deus deu a tarefa de velar e zelar pela criação.

Steward of gondor

Evangelho do Domingo

Do Evangelho segundo S. Mateus:
Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, porque o dia de ama nhã tratará das suas inquietações. A cada dia basta o seu cuidado

Precisamos de artistas

Quer queiramos quer não, a Europa assenta no alicerce da Cristandade. Sobretudo a nível artístico, as grandes referências europeias nascem da arte sacra: pintura e escultura, arquitectura, música, etc.

Com a revolução industrial houve uma mudança de paradigma alimentado pelo iluminismo e existencialismo com uma arte mais virada para o narcisismo pessoal do próprio autor, que assumiu expressões abstractas, expressionistas ou impressionistas, ao passo que a arte sacra é simbólica e representativa.

A diminuição do poder económico da Igreja, manifestado em Portugal, pela nacionalização dos bens da Igreja quer no tempo do Marquês de Pombal, quer nos primeiros anos da república, também impediram a continuação do mecenato por parte da Igreja.

A cultra portuguesa moderna e contemporânea é eminentemente anti-clerical, para não dizer anti-católica. Comparemos a forma como os autores portugueses e os franceses, ingleses ou americanos, do séc XIX e XX falam dos padres nas suas obras ou tratam temas religiosos: Chesterton inventa um padre detective, Tolkien e C.S. Lewis invetam novos mundos plasmados da história de Jesus e do Evangelho, Bernanos escreve o “Diário de um padre de Aldeia”.

Mas não é de literatura que eu hoje quero falar. É da pintura e escultura, e também do design.

Há necessidade de espalhar a Mensagem de Fátima como veículo de conversão das pessoas a Jesus. Como o Evangelho essa mensagem é intemporal e dirigida a todas as pessoas, mas a cultura e modo de encarar a vida é diferente hoje do que era em 1917. Hoje, sobretudo os jovens, vivem numa sociedade em rede, do facebook e do twitter, que privilegia o contacto pessoal. Para além disso a imagem tornou-se a principal referência da cultura geral, com uma forte acentuação em imagens icónicas e frases curtas (os 140 caracteres dos SMS e do Twitter).

As estruturas eclesiais e os pastores da Igreja estão longe desta cultura e influência. Quando nós, que somos padres ou temos responsabilidades pastorais olhamos para este desafio de anunciar a Palavra de Deus às novas gerações não sabemos como o fazer, mas também não conhecemos as pessoas que estão preparadas para o fazerem.

Podemos querer fazer uma banda desenhada sobre a vida dos Pastorinhos, mas não conhecemos autores e ilustradores que o possam fazer. Podemos querer fazer documentários para a televisão, sobre a história das aparições ou a Mensagem de Fátima, mas não conhecemos produtores e realizadores. Podemos querer fazer folhetos, sites, materiais de divulgação, mas não conhecemos designers que nos ajudem.

Nestes sete anos que nos separam do centenário podemos fazer muita coisa, mas temos dificuldade em encontrar as pessoas.

Convido os meus leitores a trazerem ideias, a fazerem propostas, a apresentarem os seus port-folios para podermos trabalhar em conjunto no desenvolvimento da cultura portuguesa, sobretudo através das artes.

Recordo os sites do santuário de Fátima http://www.fatima.pt e do centenário das Aparições http://www.fatima2017.org.

Na minha área do serviço pastoral, nomeadamento no que diz respeito ao Movimento da Mensagem de Fátima estamos a trabalhar num projecto da nossa presença autónoma na internet.

O desafio mais premente que tenho é criar material sobre a mensagem de fátima destinado especialmente aos jovens, para aproveitarmos este primeiro ano do centenário e a realização da Jornada Mundial da Juventude em Madrid em Agosto deste ano. Já sabemos que alguns milhares dos jovens que vão participar nesta jornada vão também passar pelo santuário de Fátima e queríamos ter algo preparado especialmente para eles.

Vida de Cristo

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Acabei de ler um livro muito interessante sobre a vida de Cristo.

Da autoria de Christopher Moore, chama-se Cordeiro, o evangelho segundo Biff, o amigo de infância de Jesus Cristo.

Dando algumas voltas estranhas e desenvolvendo muitíssimo os anos da vida escondida de Jesus Cristo consegue extremamente fiel ao conteúdos dos Evangelhos.

No fim da nota final o autor escreve “O propósito desta história não é nem nunca foi desafiar a fé de ninguém; contudo, se as histórias de uma novela humorística abalarem a fé de alguém, talvez o melhor seja rezar um pouco mais.

A edição portuguesa é da Gailivro (Leya) em 2009.

iPad

No sábado começou-se a vender o iPad nos Estados Unidos.

Ainda não sei quando vai estar disponível em Portugal, mas, como disse aqui, eu quero um. As suas capacidades de arquivo de ficheiros e de leitor de livros digitais e , o seu tamanho e a possibilidade de levar uma capa tornam-no capaz de ter toda a biblioteca de livros litúrgicos em português e estrangeiro num pequeno aparelho.

Nas minhas funções de Mestre das Celebrações Litúrgicas no Santuário de Fátima é habitual saltar entre vários livros numa única celebração ou fazer um missal próprio para cada celebração que possa intregrar todos os elementos necessários: orações em português e em latim, a música das partes cantadas. Por vezes alguns textos noutras línguas. Tantas são as vezes que é conveniente colocar todo o texto seguido para maior facilidade de execução da celebração.

Faço aqui um apelo para que as editoras católicas saibam aproveitar esta oportunidade para levarem as suas edições mais longe. E com os programas de edição digital que as gráficas usam é fácil transpor qualquer livro para o formato e-book (digital). Imaginem ir numa peregrinação a Lourdes, ou à Terra Santa ou mesmo a Itália e ter num pequeno aparelho que apenas pesa 700 gramas a edição típica do Missal Romano, os 8 Leccionários e os 3 livros da Oração Universal, para não falar da Bíblia, da Liturgia das Horas, do Ritual das Bênçãos, os Documentos do Concílio vaticano II e o Catecismo da Igreja Católica. E ainda cabe o Enchiridion Symbolorum et Definitionum “Denzinger-Schönmetzer” as Actas da Sé Apostólica (AAS), a Suma Teológica e todos os outros livros que possamos colocar lá dentro.

Imaginem 2000 anos de história e teologia católica ali à mão!

E porque não uma aplicação para a gestão da paróquia: registos paroquiais, registo de donativos, administração paroquial? E um catecismo interactivo para as crianças mais novas, com desenhos, gráficos animados, vídeos, texto.

Um mundo de possibilidade se abre para nós. Assim como a Igreja soube aproveitar ao longo da sua história a melhor tecnologia disponível no seu tempo, que nós não sejamos hoje acusados de desperdiçar os talentos que Deus nos dá.