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Que Igreja somos

Ates da Sua Ascenção Jesus deixou uma ultima recomendação aos Apóstolos: “Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo.” (Mc 16, 15-16)
Ultimamente parece que nos esquecemos que a nossa missão, como discípulos de Jesus Cristo, é anunciar o Evangelho a quem não acredita. Não podemos por isso refugiar-nos dentro das nossas muralhas para nos protegermos dos males do mundo e das suas perseguições. Não podemos regressar a um tradicionalismo litúrgico que afaste as pessoas de um encontro pessoal e real com Jesus.
O que mais me escandalizou aqui à tempos em que assisti a uma missa tridentina, e digo assisti porque não consegui encontrar forma de participar activamente, foi ver o padre, de costas para nós, inclinado sobre os dons do pão e do vinho a recitar a Oração Eucarística em silêncio.
É necessário abrir-mo-nos ao Mundo para lhes poder falar de Jesus, para lhes mostrar a Graça de Deus; foi isso que fizeram os Apóstolos depois do Pentecostes: eles não ficaram dentro do cenáculo a relembrar e viver a comunhão com Cristo, protegidos do mundo pelas paredes numa comunidade perfeita e perene.
O tema do próximo ano pastoral da Diocese de Leiria-Fátima é tornar os cristãos sinais de Cristo na sociedade, e não podemos fazê-lo se estivermos fechados dentro dumas muralhas como um “Álamo”. Temos de abir as portas para podermos sair ao encontro dos irmãos e para que eles possam entrar na Casa do Pai.

25 anos dos Acólitos de Fátima

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O grupo de Acóitos do santuário de Fátima celebrou ontem o seu 25º aniversário, que contou com a participação dos actuais e antigos acólitos e seus familiares.

As comemorações começaram com a participação na missa das 11:00 no santuário de Fátima. Durante a homilia o Sr. reitor referiu-se ao acontecimento:

“Numa última palavra, gostaria de referir-me a uma efeméride que hoje assinalamos no Santuário de Fátima: o 25º aniversário do nosso grupo de acólitos, as suas bodas de prata.

Caros amigos, acólitos actuais ou nestes últimos 25 anos! Pertencer a este grupo foi e é um sinal da bondade de Deus para cada um de vós. Fostes chamados a uma relação de maior  e mais próxima amizade com Ele, presente de um modo sacramental e real na Eucaristia, em que exerceis o vosso ministério. O mesmo Jesus que vos convidou, espera uma resposta decidida e alegre da vossa parte.

Como sois todos muito jovens, procurai aproveitar bem a vossa juventude e vivei-a com entusiasmo e com ideais grandes; aprofundai a vossa fé e comprometei-vos a amar o Senhor com a vossa oração e a vossa a vida. Procurai dar sempre bom testemunho de Cristo junto dos vossos colegas e amigos, pois, sabendo que sois acólitos, eles esperam de vós palavras e atitudes condizentes.

Aproveito este momento para, diante desta grande assembleia de fiéis, vos dar os mais sinceros parabéns pela grande ajuda que nos dais; parabéns pelo bom serviço voluntário e generoso ao que prestais Santuário e a todos os que participam na liturgia que aqui celebramos. Que o Beato Francisco Marto, patrono dos acólitos portugueses vos proteja e interceda por vós junto de Deus.”

Depois do almoço realizou-se uma sessão solene na qual foi interveniente o antigo reitor Mons. Luciano Guerra, fundador do Grupo. Alguns dos antigos acólitos deram o seu testemunho, realçando a importância que teve para a sua vida a sua pertença a este grupo. Foram mostradas ainda algumas fotografias da história destes 25 anos. O Acólito-chefe de forma emocionada exortou os presentes acólitos a aprofundarem a sua vivência e testemunho.

Esta sessão solene terminou com as palavras do reitor P. Virgílio Antunes que reforçou o que disse na homilia, sobretudo a grande importância do Grupo para a vida do Santuário.

 

iPad

No sábado começou-se a vender o iPad nos Estados Unidos.

Ainda não sei quando vai estar disponível em Portugal, mas, como disse aqui, eu quero um. As suas capacidades de arquivo de ficheiros e de leitor de livros digitais e , o seu tamanho e a possibilidade de levar uma capa tornam-no capaz de ter toda a biblioteca de livros litúrgicos em português e estrangeiro num pequeno aparelho.

Nas minhas funções de Mestre das Celebrações Litúrgicas no Santuário de Fátima é habitual saltar entre vários livros numa única celebração ou fazer um missal próprio para cada celebração que possa intregrar todos os elementos necessários: orações em português e em latim, a música das partes cantadas. Por vezes alguns textos noutras línguas. Tantas são as vezes que é conveniente colocar todo o texto seguido para maior facilidade de execução da celebração.

Faço aqui um apelo para que as editoras católicas saibam aproveitar esta oportunidade para levarem as suas edições mais longe. E com os programas de edição digital que as gráficas usam é fácil transpor qualquer livro para o formato e-book (digital). Imaginem ir numa peregrinação a Lourdes, ou à Terra Santa ou mesmo a Itália e ter num pequeno aparelho que apenas pesa 700 gramas a edição típica do Missal Romano, os 8 Leccionários e os 3 livros da Oração Universal, para não falar da Bíblia, da Liturgia das Horas, do Ritual das Bênçãos, os Documentos do Concílio vaticano II e o Catecismo da Igreja Católica. E ainda cabe o Enchiridion Symbolorum et Definitionum “Denzinger-Schönmetzer” as Actas da Sé Apostólica (AAS), a Suma Teológica e todos os outros livros que possamos colocar lá dentro.

Imaginem 2000 anos de história e teologia católica ali à mão!

E porque não uma aplicação para a gestão da paróquia: registos paroquiais, registo de donativos, administração paroquial? E um catecismo interactivo para as crianças mais novas, com desenhos, gráficos animados, vídeos, texto.

Um mundo de possibilidade se abre para nós. Assim como a Igreja soube aproveitar ao longo da sua história a melhor tecnologia disponível no seu tempo, que nós não sejamos hoje acusados de desperdiçar os talentos que Deus nos dá.

A beleza na Eucaristia

Dz a Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis, sobre a Eucaristia:

«
35. A relação entre mistério acreditado e mistério celebrado manifesta-se, de modo peculiar, no valor teológico e litúrgico da beleza. De facto, a liturgia, como aliás a revelação cristã, tem uma ligação intrínseca com a beleza: é esplendor da verdade (veritatis splendor). Na liturgia, brilha o mistério pascal, pelo qual o próprio Cristo nos atrai a Si e chama à comunhão. Em Jesus, como costumava dizer São Boaventura, contemplamos a beleza e o esplendor das origens. Referimo-nos aqui a este atributo da beleza, vista não enquanto mero esteticismo, mas como modalidade com que a verdade do amor de Deus em Cristo nos alcança, fascina e arrebata, fazendo-nos sair de nós mesmos e atraindo-nos assim para a nossa verdadeira vocação: o amor. Já na criação, Deus Se deixa entrever na beleza e harmonia do universo (Sab 13, 5; Rm 1, 19-20). Depois, no Antigo Testamento, encontramos sinais grandiosos do esplendor da força de Deus, que Se manifesta com a sua glória através dos prodígios realizados no meio do povo eleito (Ex 14; 16, 10; 24, 12-18; Nm 14, 20-23). No Novo Testamento, realiza-se definitivamente esta epifania de beleza na revelação de Deus em Jesus Cristo: Ele é a manifestação plena da glória divina. Na glorificação do Filho, resplandece e comunica-se a glória do Pai (Jo 1, 14; 8, 54; 12, 28; 17, 1). Mas, esta beleza não é uma simples harmonia de formas; « o mais belo dos filhos do homem » (Sal 45/44, 3) misteriosamente é também um indivíduo « sem distinção nem beleza que atraia o nosso olhar » (Is 53, 2). Jesus Cristo mostra-nos como a verdade do amor sabe transfigurar inclusive o mistério sombrio da morte na luz radiante da ressurreição. Aqui o esplendor da glória de Deus supera toda a beleza do mundo. A verdadeira beleza é o amor de Deus que nos foi definitivamente revelado no mistério pascal.

A beleza da liturgia pertence a este mistério; é expressão excelsa da glória de Deus e, de certa forma, constitui o céu que desce à terra. O memorial do sacrifício redentor traz em si mesmo os traços daquela beleza de Jesus testemunhada por Pedro, Tiago e João, quando o Mestre, a caminho de Jerusalém, quis transfigurar-Se diante deles (Mc 9, 2). Concluindo, a beleza não é um factor decorativo da acção litúrgica, mas seu elemento constitutivo, enquanto atributo do próprio Deus e da sua revelação. Tudo isto nos há-de tornar conscientes da atenção que se deve prestar à acção litúrgica para que brilhe segundo a sua própria natureza.
»

A beleza da celebração não reside pois na música rock ou na polifonia barroca. Não reside no número de velas que se colocam em cima do altar. Não reside na riqueza dos paramentos e na acumulação de tradições. Não reside em se receber a comunhão de pé ou de joellhos. Não reside em usar uma língua que só alguns iniciados a percebem.

Reside na verdade da celebração, seja na catedral de S. Pedro em Roma, seja numa capela de taipa e zinco em África. Reside na dádiva de Jesus Cristo como vida e alimento dos homens no banquete pascal.

Eucaristia – Banquete Pascal

1382. A Missa é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o memorial sacrificial em que se perpetua o sacrifício da cruz e o banquete sagrado da comunhão do corpo e sangue do Senhor. Mas a celebração do sacrifício eucarístico está toda orientada para a união íntima dos fiéis com Cristo pela comunhão. Comungar é receber o próprio Cristo, que Se ofereceu por nós.

1383. O altar, à volta do qual a Igreja se reúne na celebração da Eucaristia, representa os dois aspectos dum mesmo mistério: o altar do sacrifício e a mesa do Senhor, e isto tanto mais que o altar cristão é o símbolo do próprio Cristo, presente no meio da assembleia dos seus fiéis, ao mesmo tempo como vítima oferecida para a nossa reconciliação e como alimento celeste que se nos dá. «Com efeito, o que é o altar de Cristo senão a imagem do corpo de Cristo?» – pergunta Santo Ambrósio; e noutro passo: «O altar representa o corpo [de Cristo], e o corpo de Cristo está sobre o altar». A liturgia exprime esta unidade do sacrifício e da comunhão em numerosas orações. Assim, a Igreja de Roma reza na sua anáfora:

«Humildemente Vos suplicamos, Deus todo-poderoso, que esta nossa oferenda seja apresentada pelo vosso santo Anjo no altar celeste, diante da vossa divina majestade, para que todos nós, participando deste altar pela comunhão do santíssimo corpo e sangue do vosso Filho, alcancemos a plenitude das bênçãos e graças do céu»

Catecismo da Igreja Católica


Antifona dia 23

O Emmanuel, Rex et legifer noster, exspectatio Gentium, et Salvator earum: veni ad salvandum nos, Domine, Deus noster.

Ó Emanuel, nosso rei e legislador, esperança das nações e salvador do mundo: vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus.

Antifona dia 22

O Rex Gentium, et desideratus earum, lapisque angularis, qui facis utraque unum: veni, et salva hominem, quem de limo formasti.

Ó Rei das nações e Pedra angular da Igreja, vinde salvar o homem que formastes do pó da terra.

Antifona dia 21

O Oriens, splendor lucis aeternae, et sol justitiae: veni, et illumina sedentes in tenebris, et umbra mortis.

Ó Sol nascente, esplendor da luz eterna e sol de justiça: vinde iluminar os que vivem nas trevas e na sombra da morte.

Antífona dia 20

O Clavis David, et sceptrum domus Israel, qui aperis, et nemo claudit, claudis, et nemo aperit: veni, et educ vinctum de domo carceris, sedentem in tenebris, et umbra mortis.

Ó Chave da casa de David, que abris e ninguém pode fechar, fechais e ninguém pode abrir: vinde libertar os que vivem no cativeiro das trevas e nas sombras da morte.

Teço 18H30

1º Mistério – Jesus no Horto

Noite de vigília, de expectativa , e já de certeza. Oração constante e intensa. Esta noite no Jardim das Oliveira repete-se hoje por tantas terras e pessoas: esperamos e rezamos para que a salvação chegue. Mas ela já chegou, e a sua realização está nas nossas mãos. Deus já cumpriu a sua parte, somos nós agora os responsáveis por terminar a Missão. Vigiamos e oramos para que em nós se faça luz.

2º Mistério – Jesus Flagelado

Como Jesus há inocentes que, por todo o mundo, são flagelados, no corpo e no espírito. O mundo cego e egoísta varre tudo à sua volta, consome a vida, ergue-se sobre as costas dos outros. Ontem como hoje há gente despida e violentada, oprimida e torturada. A luz de Cristo revela os irmãos, outros iguais a nós, membros da mesma família. Ó Jesus derrama sobre nós a tua luz, resguarda-nos com a tua paz.

3º Mistério – Jesus coroado de espinhos

Os Reis Magos no Natal procuravam um rei e encontraram-nos numa gruta, deitado numa manjedoura. Bem anunciou Simeão que Jesus seria sinal de contradição para a humanidade. Os soldados não perceberam que o que faziam por troça era a verdade. Jesus é um rei inesperado. Na nossa vida também a graça de Deus, tantas vezes, é inesperada. Se não estamos atentos não a perceber, podemos fugir-lhe e não a receber.

4º Mistério – Jesus caminha com a cruz

Jesus caminha com a cruz para o calvário. Maria carrega Jesus durante nove meses até Belém. A carga não é necessariamente um mal. É assumir uma tarefa e predispor-se a realizá-la da melhor maneira. Consciente dos obstáculos e dificuldades do caminho, da multidão que atrapalha, das quedas que acontecerão. Mas sabendo que há sempre alguém pronto a consolar, a animar e a ajudar.

5º Mistério – Jesus morre na cruz

Dádiva suprema. A vida e a história que no Natal começou não termina na cruz porque o maior poder é o do amor, que tudo vence. Vive-se cheio de ilusões, a realidade profunda nem sempre se percebe. A dádiva do Amor é o maior tesouro da humanidade. Nesta época do Natal, tempo em que se dão tantas prendas, que cada um de nós, como Jesus,seja capaz de se dar a si mesmo àquela pessoa que está ao seu lado.

Antífona dia 19

O Radix Jesse, qui stas in signum populorum, super quem continebunt reges os suum, quem Gentes deprecabuntur: veni ad liberandum nos, jam noli tardare.

Ó Rebento da raiz de Jessé, sinal erguido diante dos povos, vinde libertar-nos, não tardeis mais.

Antifona dia 18

O Adonai, et Dux domus Israel, qui Moysi in igne flammæ rubi apparuisti, et ei in Sina legem dedisti: veni ad redimendum nos in brachio extento.

Ó Chefe da casa de Israel, que no sinais destes a Lei a Moisés: vinda resgatar-nos com o poder do vosso braço.

Antífona dia 17

O Sapientia, quae ex ore Altissimi prodiisti, attingens a fine usque ad finem, fortiter suaviter que disponens omnia: veni ad docendum nos viam prudentiae.

Ó Sabedoria do Altíssimo, que tudo governais com firmeza e suavidade: vinde ensinar-nos o caminho da salvação.

Eucaristia

O que é que é fundamental na Eucaristia? O que é que Jesus Cristo nos mandou fazer?

Os textos dos Evangelhos são claros:

Jesus tomou o pão, abençoou-o partiu-o e deu-o aos seus discípulos dizendo: “Isto é o meu corpo que será entregue por vós.” Depois tomou o cálice com vinho , abençoou-o e deu-o aos seus discípulos dizendo: “Isto é o meu sangue que será derramado por vós.” E disse ainda: “Fazei isto em memória de mim.”

No evangelho de João quando Jesus na Última ceia lavou os pés aos apóstolos disse-lhes a mesma coisa: “O que eu vos fiz, fazei-o vós também”.

É isto que desde sempre as comunidades cristãs têm feito, e continuarão a fazer. O resto são formas de celebrar, formas essas que evoluem, transformam-se, renovam-se num dinamismo de vida e de graça. É ilusão pretender que haja uma forma perfeita e única de celebrar a Eucaristia.

Comunhão

Durante o Séc. XIX e até à reforma litúrgica a recepção de Jesus na comunhão estava completamente alheada da celebração da Missa. Na missa o único que comungava era o padre. As pessoas raramente comungavam e faziam-no quase sempre logo a seguir à confissão. Ainda me aconteceu algumas vezes, numa das paróquias as pessoas depois de se confessarem pedirem para eu lhes dar a comunhão. Alguns confessores recomendavam às pessoas receberem a comunhão e depois participarem na missa como acção de graças.

É a isto que os tradicionalistas querem regressar?

Querem regressar ao completo alheamento das pessoas do sacramento mais importante da sua vida cristã? Ainda me lembro de celebrar missa e algumas pessoas mais velhas estarem ao mesmo tempo a rezar o terço, reflexo das missas tridentinas.

Ou deixaram-se tocar pelo misticismo do New Age, do incompreensível, só acessível a meia dúzia de iniciados.

Sacrossantum Concilium

Proémio

Fim do Concílio e sua relação com a reforma litúrgica

1. O sagrado Concílio propõe-se fomentar a vida cristã entre os fiéis, adaptar melhor às necessidades do nosso tempo as instituições susceptíveis de mudança, promover tudo o que pode ajudar à união de todos os crentes em Cristo, e fortalecer o que pode contribuir para chamar a todos ao seio da Igreja. Julga, por isso, dever também interessar-se de modo particular pela reforma e incremento da Liturgia.

2. A Liturgia, pela qual, especialmente no sacrifício eucarístico, «se opera o fruto da nossa Redenção», contribui em sumo grau para que os fiéis exprimam na vida e manifestem aos outros o mistério de Cristo e a autêntica natureza da verdadeira Igreja, que é simultâneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na acção e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a acção à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos. A Liturgia, ao mesmo tempo que edifica os que estão na Igreja em templo santo no Senhor, em morada de Deus no Espírito, até à medida da idade da plenitude de Cristo, robustece de modo admirável as suas energias para pregar Cristo e mostra a Igreja aos que estão fora, como sinal erguido entre as nações, para reunir à sua sombra os filhos de Deus dispersos, até que haja um só rebanho e um só pastor.

Aplicação aos diversos ritos

3. Entende, portanto, o sagrado Concílio dever recordar os princípios e determinar as normas práticas que se seguem, acerca do incremento e da reforma da Liturgia. Entre estes princípios e normas, alguns podem e devem aplicar-se não só ao rito romano mas a todos os outros ritos, muito embora as normas práticas que se seguem devam entender-se referidas só ao rito romano, a não ser que se trate de coisas que, por sua própria natureza, digam respeito também aos outros ritos.

4. O sagrado Concílio, guarda fiel da tradição, declara que a santa mãe Igreja considera iguais em direito e honra todos os ritos legitimamente reconhecidos, quer que se mantenham e sejam por todos os meios promovidos, e deseja que, onde for necessário, sejam prudente e integralmente revistos no espírito da sã tradição e lhes seja dado novo vigor, de acordo com as circunstâncias e as necessidades do nosso tempo.

S. João de Latrão

S. João de Latrão é a Sé da Diocese de Roma. Por isso a sua dedicação é celebrada em todo o mundo. Construída pelo imperador Constantino tornou-se simbolicamente a mãe de todas as Igrejas. Nesta festa, que tem precedência litúrgica, sobre os domingos, celebra-se sobretudo o Povo de Deus, como assembleia de convocados por Deus para construir um mundo melhor.

Diz a oração colecta deste dia:

“Senhor, que edificais o templo da vossa glória com pedras vivas e escolhidas, derramai sobre a Igreja os dons do Espírito santo, para que o vosso povo cresça cada vez mais na fé, esperança e caridade, até se transformar na Jerusalém celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito santo.”

Textos Litúrgicos

O departamento para as celebrações do Sumo pontífice apresenta no site do vaticano uma colecção interessante de escritos sobre a liturgia embora poucos estejam disponíveis em língua portuguesa. Muitos deles são da autoria de Mons. Piero Marini, Mestre de Cerimónias do Papa João Paulo II. A secção em italiano está mais actualizada.