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Francisco I

Esta semana, quando no Santuario falávamos sobre o conclave e sobre os nomes do futuro Papa, manifestei publicamente o desejosamente o novo Papa escolhesse o nome de Francisco.

Grande santos tiveram esse nome, a começado por Francisco de Assis, passando por Francisco Xavier e Francisco de Sales, sem esquecer o nosso querido Francisco Marto.

Louvado seja Deus. Que o Santo Padre Francisco I possa também reconstruir a Igreja, como o Francisco de Assis.

Sede vacante

A partir das 20:00 CET do próximo dia 28 o Papa Bento XVI deixa de ser Papa e Bispo de Roma. Sede vacante é a expressão que se usa para indicar o período entre a morte, ou renúncia (neste caso) e a eleição de um novo papa.

O símbolo para usar o ministério petrino são as chaves cruzadas, uma de prata e outra de ouro, relembrando a expressão de Mateus 16, 18-19: «Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.»

O brasão dos papas contem o seu escudo sobreposto ás chaves cruzadas, encimado por uma tiara. Como não há papa não se usa o escudo nem a tiara, em sua substituição usa-se uma representação da Umbela (usada para cobrir o SS. Sacramento quando vai em procissão e não é possível usar o pálio) que, com as cores vermelha e amarela, é usada para simbolizar uma basília (a Basílica de S. Pedro, na colina Vaticana).

Ombrellino keys

 

Este Brasão é usado nos serviços habituais, que continuam o seu funcionamento como no cabeçalho do Orservatore Romano ou nos serviços postais do Estado do Vaticano.

Outra particularidade é que o nome do Santo Padre e toda a frase que se refere ao Papa, é omitida da Oração Eucarística durante o período da Sede Vacante. São nomeados só o bispo local e o clero segundo a forma literária de cada oração.

– na Oração Eucarística I rezar-se-á: “… defendei-a e governai-a em toda a terra em comunhão com o nosso Bispo N. e todos os Bispos…”

– na Oração Eucarística II rezar-se-á: “…em comunhão com o nosso Bispo N., e todos aqueles que estão ao serviço do vosso povo”.

– na Oração Eucarística III rezar-se-á: “…ao longo da sua peregrinação na terra com o nosso Bispo N. e todos os Bispos e ministros sagrados…”

– na Oração Eucarística IV rezar-se-á: “… de todos aqueles por quem oferecemos este sacrifício: o nosso Bispo N. e todos os Bispos e ministros sagrados…”

Natal

O livro de Bento XVI agora editado, sobre a infância de Jesus provocou uma grande reacção nos nossos meios de comunicação social e na blogosfera. O maior escândalo, mais ainda do que reafirmar a virgindade de Maria foi o de dizer que no presépio não estavam a vaca e o burro.

O Correio da Manhã e o Público o Expresso e a própria RTP não encontraram nada mais importante do que este pormenor para referirem esta obra, a visão  de um dos grandes teólogos do Séc XX, Joseph Ratzinguer, agora Papa Bento XVI. Como habitualmente a blogosfera foi mais acesa na sua “análise” a esta obra e crítica ao Papa, o que revela uma extrema ignorância.

Mas qualquer pessoa que tenha lido a Bíblia, ou pelo menos os 4 eEvangelhos, sabe bem que no relato da Natividade de Jesus não aparecem referidos estes animais. O presépio, como representação da cena da natividade, foi uma invenção de S. Francisco de Assis em 1223. Também a Bíblia não fala dos Reis Magos, diz que uns magos vieram do oriente a perguntar pelo rei dos judeus, que tinha nascido entretanto. Claro que a tradição tem peso na vida dos cristãos e é essa Tradição, já bimilenar que nos ajuda a compreender a Palavra de Deus e a torná-la actual

Mesmo a própria data do Natal, provocou um certo escândado, sobretudo nas mentes daqueles que fazem alarde do seu afastamento da Igreja.É um facto já sabido há muito pelos cristão: o Natal não é o dia do aniversário de Jesus,é o dia em que a Igreja celebra o nascimento do Filho de deus feito homem. É uma data estabelecida a partir da celebração romana do Sol Invicto, no solstício de Inverno. Para os cristãos Jesus é a luz do mundo, vencedor da noite do pecado e da morte, e por isso foi estabelecida esta data do 25 de dezembro para celebrar o nascimento de Deus encarnado.

Diz o Evangelho segundo S. Lucas, capítulo 2, versículos 16 e 17: “E quando eles ali se encontravam [em Belém], completaram-se os dias de ela dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa mangedoura por não haver lugar para eles na hospedaria” Ἐγένετο δὲ ἐν τῷ εἶναι αὐτοὺς ἐκεῖ ἐπλήσθησαν αἱ ἡμέραι τοῦ τεκεῖν αὐτήν, καὶ ἔτεκεν τὸν υἱὸν αὐτῆς τὸν πρωτότοκον, καὶ ἐσπαργάνωσεν αὐτὸν καὶ ἀνέκλινεν αὐτὸν ἐν φάτνῃ, διότι οὐκ ἦν αὐτοῖς τόπος ἐν τῷ καταλύματι.

Se os jornalistas tivessem o cuidado de saber mais um bocadinho do que falam poupavam muitas confusões e mesmo desprestígio para o seu trabalho.

Dia Mundial da Paz

Na Mensagem para o dia mundial da Paz (1 de Janeiro) deste ano, o papa bento XVI exorta os cristãos a preservarem a criação como caminho para alcançar a paz.

A mensagem em português está neste sítio.

Esperança

Já foi divulgada a Mensagem do Papa Bento XVI para a jornada mundial da juventude do próximo domingo de ramos.

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A experiência demonstra que as qualidades pessoais e os bens materiais não são suficientes para garantir a esperança da qual o coração humano está em busca constante. Como escrevi na citada Encíclica Spe salvi, a política, a ciência, a técnica, a economia e qualquer outro recurso material sozinhos não são suficientes para oferecer a grande esperança que todos desejamos. Esta esperança “só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, não podemos conseguir” (Spe Salvi n. 31).

Nós sabemos que só em Deus o ser humano encontra a sua verdadeira realização. O compromisso primário que interpela todos é portanto o de uma nova evangelização, que ajude as novas gerações a redescobrir o rosto autêntico de Deus, que é Amor. A vós, queridos jovens, que estais em busca de uma esperança firme, dirijo as mesmas palavras que São Paulo dirigia aos cristãos perseguidos na Roma de então: “Que o Deus da esperança vos encha plenamente de alegria e de paz na vossa crença, para que abundeis na esperança pela virtude do Espírito Santo” (Rm 15, 13). Durante este ano jubilar dedicado ao Apóstolo das Nações, por ocasião do bimilénio do seu nascimento, aprendamos dele a tornar-nos testemunhas credíveis da esperança cristã.
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Ano Sacerdotal

O papa Bento XVI convocou a realização de um Ano Sacerdotal a decorrer entre 19 de Junho de 2009 e 19 de Junho de 2010, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

Na audiência aos participantes na assembleia plenária da Congregaão para o Clero, o Papa referiu o motivo das celebração dos 150 anos da morte do Santo Cura d’Ars, João Maria Vianney.

O Papa tem a intenção de proclamar este santo como padroeiro de todos os sacerdotes e publicar um “Directório para os confessores e os directores espirituais”

Nota de imprensa da Santa Sé