Arquivo de etiquetas: Rosário

Rosário dos pastorinhos

1º Mistério – A Luz de Deus

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Ao Francisco, o que mais o impressionava ou absorvia era Deus, a Santíssima Trindade, nessa luz imensa que nos penetrava no mais íntimo da alma. Depois, dizia:

– Nós estávamos a arder, naquela luz que é Deus, e não nos queimávamos. Como é Deus!!! Não se pode dizer! Isto sim, que a gente nunca pode dizer! Mas que pena Ele estar tão triste! Se eu O pudesse consolar!…

 

O amor de Deus inundou o coração dos Pastorinhos e eles deixaram-se cair nesse abismo da Sua misericórdia e compaixão.

O mistério de Deus não precisa de ser explicado. É necessário vivê-lo pela comunhão de um coração, simples e humilde, que se deixa inundar pela graça de Deus, pelo fogo luminoso do Espírito Santo que nos faz seguir o exemplo de Cristo.

Pedimos por intercessão dos pastorinhos, candeias que Deus acendeu para alumiar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas, um coração novo onde Deus possa habitar e ser luz no caminho da nossa vida.

 

2º Mistério – A Oração

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Encontrou-nos um dia uma pobre mulher e, chorando, ajoelhou-se diante da Jacinta a pedir-lhe que lhe obtivesse de Nossa Senhora a cura duma terrível doença. A Jacinta, ao ver de joelhos, diante de si, uma mulher, afligiu-se e pegou-lhe nas mãos trémulas para a levantar. Mas vendo que não era capaz, ajoelhou também e rezou com a mulher três Ave-Marias; depois, pediu-lhe que se levantasse, que Nossa Senhora havia de curá-la. E não deixou mais de rezar todos os dias por ela, até que, passado algum tempo, [essa mulher] tornou a aparecer para agradecer a Nossa Senhora a sua cura.


A oração é relação que nos liga a Deus num diálogo interno e profundo pelo qual mergulhamos no Seu mistério e na Sua vida.

Na oração descobrimos a vontade de Deus e a sua misericórdia, e somos impelidos a progredir numa vida santa e justa.

Pedimos que o exemplo dos pastorinhos nos ajude a ter uma vida de profunda e intensa oração, para alcançarmos a união mística com o Senhor.

 

3º Mistério – O Sacrifício

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Brincávamos, um dia, sobre o poço do arneiro. A mãe da Jacinta tinha ali uma vinha pegada. Cortou alguns cachos e veio trazer-no-los, para que os comêssemos. Mas a Jacinta não esquecia nunca os seus pecadores.

– Não os comemos – dizia ela – e oferecemos este sacrifício pelos pecadores.

Depois, correu a levar as uvas às outras crianças que brincavam na rua. À volta, vinha radiante de alegria; tinha encontrado os nossos antigos pobrezinhos e tinha-lhas dado a eles.

 

Os pastorinhos em tudo encontravam ocasião para fazerem sacrifícios. Nesta época em que vivemos, de abundância e conforto, não faltam ocasiões para fazermos sacrifícios pela conversão dos pecadores e para descobrirmos a necessidade da partilha dos nossos bens.

Os sacrifícios que Jesus Cristo deseja são os que são permeados de misericórdia, de amor; aos olhos de Deus, o que dá valor a uma penitência é o amor que se põe nela.

Pedimos ao Senhor que, a exemplo dos Pastorinhos, partilhemos os nossos bens com os pobres para encontramos o verdadeiro valor da vida.

 

4º Mistério – A Consolação

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Por vezes o Francisco dizia:

– Nossa Senhora disse que íamos ter muito que sofrer! Não me importo; sofro tudo quanto Ela quiser! O que eu quero é ir para o Céu.

Um dia que eu me mostrava descontente com a perseguição que dentro e fora da família se começava a levantar, ele procurou animar-me, dizendo:

– Deixa lá. Não disse Nossa Senhora que íamos ter muito que sofrer, para reparar a Nosso Senhor e o Seu Imaculado Coração, de tantos pecados com que são ofendidos? Eles estão tão tristes! Se com estes sofrimentos os pudermos consolar, já ficamos contentes.

 

Porque Deus nos ama fomos salvos pela morte e ressurreição de Cristo. A ingratidão dos homens entristece a Deus porque torna o Seu amor inactivo.

Os pastorinhos ensinaram-nos a reparar a nossa ingratidão e a consolar Deus através da generosidade livre com que se assume a complexidade da vida de cada dia.

Pedimos ao Senhor que o exemplo dos pastorinhos nos ajude a aceitar as dificuldades da vida como caminho de comunhão com Deus, salvador da humanidade.

 

5º Mistério – A Reparação

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Outro dia, ao chegar, encontrei o Francisco muito contente.

– Estás melhor?

– Não. Sinto-me muito pior. Já me falta pouco para ir para o Céu. Lá vou consolar muito a Nosso Senhor e a Nossa Senhora. A Jacinta vai pedir muito pelos pecadores, pelo Santo Padre e por ti; e tu ficas cá, porque Nossa Senhora o quer. Olha: faz tudo o que Ela te disser.

Enquanto a Jacinta parecia preocupada com o único pensamento de converter pecadores e livrar almas do inferno, ele parecia só pensar em consolar a Nosso Senhor e a Nossa Senhora que lhe tinha parecido estarem tão tristes.

 

Duas crianças foram capazes de viver uma vida de total entrega a Deus, oferecendo-se para que todas as pessoas pudessem descobrir Deus e o Seu amor por nós.

Uma vida simples mas cheia de sentido, mergulhados no amor de Deus pela humanidade e conduzindo os homens a Deus.

Que o exemplo da vida dos Beatos Francisco e Jacinta Marto nos anime a uma busca constante da comunhão entre nós e Deus.

Rosário dos Pastorinhos

1º Mistério – A Luz de Deus

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Ao Francisco, o que mais o impressionava ou absorvia era Deus, a Santíssima Trindade, nessa luz imensa que nos penetrava no mais íntimo da alma. Depois, dizia:– Nós estávamos a arder, naquela luz que é Deus, e não nos queimávamos. Como é Deus!!! Não se pode dizer! Isto sim, que a gente nunca pode dizer! Mas que pena Ele estar tão triste! Se eu O pudesse consolar!…

O amor de Deus inundou o coração dos Pastorinhos e eles deixaram-se cair nesse abismo da Sua misericórdia e compaixão.O mistério de Deus não precisa de ser explicado, é necessário vivê-lo pela comunhão de um coração, simples e humilde, que se deixa inundar pela graça de Deus, pelo fogo luminoso do Espírito Santo que nos faz seguir o exemplo de Cristo.Pedimos por intercessão dos pastorinhos um coração novo onde Deus possa habitar.

 

2º Mistério – Oração

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Encontrou-nos um dia uma pobre mulher e, chorando, ajoelhou- -se diante da Jacinta a pedir-lhe que Ihe obtivesse de Nossa Senhora a cura duma terrível doença. A Jacinta, ao ver de joelhos, diante de si, uma mulher, afligiu-se e pegou-lhe nas mãos trémulas para a levantar. Mas vendo que não era capaz, ajoelhou também e rezou com a mulher três Ave-Marias; depois, pediu-lhe que se levantasse, que Nossa Senhora havia de curá-la. E não deixou mais de rezar todos os dias por ela, até que, passado algum tempo, tornou a aparecer para agradecer a Nossa Senhora a sua cura.

A oração é relação que nos liga a Deus num diálogo interno e profundo pelo qual mergulhamos no Seu mistério e na Sua vida.Na oração descobrimos a vontade de Deus e a sua misericórdia, e somos impelidos a progredir numa vida santa e justa.Pedimos nesta dezena que o exemplo dos pastorinhos nos ajude a ter uma vida de profunda e intensa oração.

3º Mistério – Sacrifício

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Brincávamos, um dia, sobre o poço do arneiro. A mãe da Jacinta tinha ali uma vinha pegada. Cortou alguns cachos e veio trazer-no-los, para que os comêssemos. Mas a Jacinta não esquecia nunca os seus pecadores.

– Não os comemos – dizia ela – e oferecemos este sacrifício pelos pecadores.

Depois, correu a levar as uvas às outras crianças que brincavam na rua. À volta, vinha radiante de alegria; tinha encontrado os nossos antigos pobrezinhos e tinha-lhas dado a eles.

Os pastorinhos em tudo encontravam ocasião para fazerem sacrifícios. Nesta época em que vivemos, de abundância e conforto, não faltam ocasiões para fazermos sacrifícios pela conversão dos pecadores e para descobrirmos a necessidade da partilha dos nossos bens.Pedimos ao Senhor que, a exemplo dos Pastorinhos, partilhemos os nossos bens com os pobres para encontramos o verdadeiro valor da vida.

4º Mistério -Consolação

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Por veze o Francisco dizia:

– Nossa Senhora disse que íamos a ter muito que sofrer! Não me importo; sofro tudo quanto Ela quiser! O que eu quero é ir para o Céu.

Um dia que eu me mostrava descontente com a perseguição que dentro e fora da família se começava a levantar, ele procurou animar-me, dizendo:

– Deixa lá. Não disse Nossa Senhora que íamos a ter muito que sofrer, para reparar a Nosso Senhor e o Seu Imaculado Coração, de tantos pecados com que são ofendidos? Eles estão tão tristes! Se com estes sofrimentos os pudermos consolar, já ficamos contentes.

Porque Deus nos ama fomos salvos, pela morte e ressurreição de Cristo. A ingratidão dos homens entristece a Deus porque torna o Seu amor inactivo. Os pastorinhos ensinaram-nos a reparar a nossa ingratidão e a consolar Deus através da generosidade livre com que se assume a  complexidade da vida de cada dia. Pedimos que o exemplo dos pastorinhos nos ajude a aceitar as dificuldades da vida como caminho de comunhão com Deus, salvador da humanidade.

5º Mistério – Reparação

Das Memórias da Irmã Lúcia:

Outro dia, ao chegar, encontrei o Francisco muito contente.

– Estás melhor?

– Não. Sinto-me muito pior. Já me falta pouco para ir para o Céu. Lá vou consolar muito a Nosso Senhor e a Nossa Senhora. A Jacinta vai a pedir muito por os pecadores, por o Santo Padre e por ti; e tu ficas cá, porque Nossa Senhora o quer. Olha: faz tudo o que Ela te disser.

Enquanto a Jacinta parecia preocupada com o único pensamento de converter pecadores e livrar almas do inferno, ele parecia só pensar em consolar a Nosso Senhor e a Nossa Senhora que Ihe tinha parecido estarem tão tristes.

Duas crianças foram capazes de viver uma vida de total entrega a Deus, oferecendo-se para que todas as pessoas pudessem descobrir Deus e o Seu amor por nós.Uma vida simples mas cheia de sentido, mergulhados no amor de Deus pela humanidade e conduzindo os homens a Deus.Que o exemplo da vida dos Beatos Francisco e Jacinta Marto nos anime a uma busca constante da comunhão entre nós e Deus.

Fátima, 19 de Fevereiro de 2011

Rosário Sábado Santo

1º Mistério – A agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras
Do Evangelho de S. Mateus: “Voltando para junto dos discípulos, encontrou-os a dormir e disse a Pedro: «Nem sequer pudeste vigiar uma hora comigo! Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é débil.»” (Mt 26, 40-41)
No momento mais difícil da vida de Jesus os discípulos dormem como se nada fosse. Os olhos fecham-se ao que se passa à sua volta, não vêm o que se passa com Jesus. Ainda hoje somos tentados a fechar os olhos ao que se passa à nossa volta. Centrados apenas nos nossos problemas, bombardeados por sons e imagens não percebemos a luta e o sofrimento interior dos nossos irmãos. Fechamos os olhos para não sermos incomodados, mas o senhor continua a dizer-nos Vigiai e orai, para não cairdes em tentação.

2º mistério – A Flagelação de Jesus

Do Evangelho de S. João: “Então Pilatos mandou levar Jesus e flagelá-lo.” (Jo 19, 1)
Para Pilatos aquele era mais um peão na luta pelo poder na Judeia. Trazido pelo Sinédrio percebeu que era uma questão que não lhe dizia respeito, mas sendo um político procurou resolvê-la sem se comprometer. A flagelação foi a busca do mal menor, mas foi o início de um processo iníquo, que terminou com a morte de um inocente. O mal não é tolerável e não pode ser uma desculpa para a a nossa inactividade.

3º Mistério – A Coroação de espinhos

Do Evangelho de S. Mateus: “Tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e uma cana na mão direita. Dobrando o joelho diante dele, escarneciam-no, dizendo: «Salve! Rei dos Judeus!»” (Mt 27, 29)
O condenado é motivo re passatempo, de divertimento. Cinicamente aproveitam-se do seu pequeno poder naquela altura para troçarem daquele infeliz que lhes caiu nas mãos. Aquele era o momento de manifestarem uma força que não tinham, um poder que não possuíam. Quantos de nós não somos como estes soldados, que se aproveitam dos mais fracos para se divertirem e gozarem, para se engrandecerem aos seus próprios olhos, como balões cheios de ar. Toda a vida é infinitamente valiosa, não pode ser desprezada quando nos convém.

4º Mistério – Jesus caminha com a cruz

Do Evangelho segundo S. Lucas: “Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam.” (Lc 23, 27)
O espectáculo continua: as pessoas têm sede de sangue e de dor. Jesus carrega com a cruz pelas ruas da cidade, por ente as pessoas indiferentes que faziam as compras para a páscoa. Mas há sempre uma grande multidão que se aproxima para o expectáculo, para o sangue, a dor e o sofrimento. Ontem como hoje é isto que dá audiência. Ontem como hoje ninguém ajuda, há quem se lamente, quem chore, mas não fazem nada. A única ajuda é forçada: Simão de Cirene é obrigado a levar a cruz. Que não fiquemos de mãos caídas a lamentarmo-nos. Que sejamos como Verónica que conseguir ajudar um niquinho ao limpar o suor e sangue do rosto de Jesus.

5º mistério – Jesus morre na cruz.

Do Evangelho segundo S. Marcos: “Às 3 da tarde Jesus exclamou em alta voz: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?” (Mc 15, 34)
Doação total. Aniquilação absoluta. Abandonado pelos seus amigos. Entrega a sua mãe ao discípulo, para que não deixe de o ser, para que seja a nossa mãe. Concede o paraíso a um dos criminosos com Ele crucificado, e a cada um que se arrepende dos seus pecados. Derrama o seu sangue, feito fonte de vida. O próprio Deus se abandona. Jesus reduz-se a nada, todo para todos. Que não nos limitemos a ficar na contemplação deste desespero, porque «se o grão lançado à terra morrer dará muito fruto» (Jo 12, 24)