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Arrumações 2

No post anterior faltou acrescentar outra coisa.

Também o meu iMac sofreu umas arrumações. Apaguei o disco, depois de fazer um backup de todos os ficheiros e reinstalei de novo o sistema, as aplicações mesmo necessárias e agora só vou recuperando os ficheiros que vão sendo necessários.

Alem da habitual tralha que se vai acumulando ao longo dos anos, e quero recordar que a Home Folder que tinha no actual iMac foi migrando não apenas ao longo de vários sistemas operativos, mas mesmo passando integralmente pelas diferentes máqinas que tive.

Agora ganhei corange e instalei tudo de raiz. Até porque fui percebendo que muita coisa ia ficando duplicada e triplicada ao longo dos tempos e o lixo (entre o qual se contam aplicações instaladas para experimentar e que se iam mantendo sem serem necessárias) ia aumentando e tornando o computador mais lento.

Para quem não conhece os computadores que uso posso dizer que a minha home folder tem migrado integralmente ao longo de computadores e sistemas operativos desde 2001. Sim porque eu fui um dos primeiros a ter instalado o MacOS X numa versão importada dos Estados Unidos logo que foi lançada em 2001 (um obrigado ao Frei Francisco Sales, que estando nessa altura nos States me trouxe a encomenda).

Vocações

Começou ontem a 46ª Semana de Oração pelas Vocações.

Numa perspectiva de abertura e para ir ao encontro dos jovens foi criado um portal dedicado às vocações no MySpace

Destaco orações que podem ser descarregadas para o iPod e bastantes filmes sobre as vocações consagradas.

Destaco o filme Pescadores de Homens, produzido pela Conferência Episcopal dos Estados Unidos.

Apple

A minha sobrinha de oito anos por estes dias e usando a câmara do iMac gravou uma mensagem de video e mandou-a por mail para o pai. Tudo com os programas nativos e sem ninguém que lhe dissesse como fazer.

Acho que está tudo dito acerca dos computadores da Apple.

Breviário

A Igreja desde sempre tem adoptado os meios mais modernos para o anúncio da mensagem de Jesus. Os novos telefones são cada vez mais instrumentos com muitas potencialidades, os BlackBerry, o iPhone e outros do mesmo género tornam-se bons instrumentos para nós. Desde a possibilidade de consultar diversos sites a partir do telemóvel, surgem versões da bíblia, agendas litúrgicas e inclusive o breviário. Um programa para o iPhone e iPod Touch chama-se iBreviary. É pena estar só em Italiano.

Quanto às bíblias disponíveis é pena encontrarmos apenas a versão de João Ferreira de Almeida.

Faço um apelo aos capuchinhos para disponibilizarem a sua tradução neste formato. Não me importava de gastar 9 euros para ter a bíblia dos capuchinhos no meu iPhone. Com os novos modos de edição digital não deve ser difícil passar os textos para formatos móveis.

Elogio do Lápis

Hoje republico no meu blogue uma crónica que escrevi para o MacNotícias em Maio do ano passado:

Como é que um ferrenho utilizador de mac, inclusive considerado fanático por alguns, faz, para um site dedicado ao mundo mac, uma primeira crónica com este título?
Será que tráz água no bico? Bico do lápis?
Ainda por cima o autor é alguém que se começou a interessar por estas coisas da informática pois facilitava a escrita: deixava de ser necessário fazer vários rascunhos, a edição era mais rápida, podia-se acrescentar texto em qualquer altura, em suma: a tarefa de escrever tornava-se mais fácil.
Com a entrada no curso Filosófico-Teológico e a necessidade de fazer trabalhos escritos para as diversas cadeiras do curso, o computador tornou-se uma ferramenta cada vez mais importante na minha vida, e assim fui progredindo no curso, ao mesmo tempo que os computadores também se iam desenvolvendo, cada vez com mais capacidades, mas sempre com a função primária de editar texto.
Muitas páginas foram escritas no Classic II e depois no LC 475 com o Word 5.1, um processador de texto potente e fiável (afinal é possível elogiar alguma coisa proveniente da Micro$oft). O processo era sempre o mesmo: liam-se as obras de referência e depois mãos à obra consultando, sempre que tal era necessário, os livros que serviam de base ao trabalho, fosse ele de dogmática, exegese ou pastoral.
Os trabalhos eram feitos para apresentar por escrito aos professores, por isso o texto podia ter uma linguagem e estrutura densa e complexa. Nessa altura a Internet era uma coisa ainda distante, por isso não existia o famoso copy–paste. Mesmo que quiséssemos copiar alguma coisa, tinha de ser tudo dactilografado, o que implicava várias horas a escrever, normalmente uma página por hora. Mas pelo menos era mais fácil gerir as notas de rodapé, ir acrescentando parágrafos e citações à medida que o trabalho ia evoluindo, ir acrescentando cada vez mais coisas para chegar ao número de páginas pedidas pelos professores.
Esses tempos já lá vão. Agora os trabalhos são diferentes. A vida de pastor de uma comunidade católica exige novos modelos de trabalho, já não de reflexão intelectual pura mas mais de acção e de pregação. E apesar de actualmente ter um G5 e um iBook o lápis torna-se uma ferramenta muitíssimo importante.
Como pároco a oralidade torna-se fundamental, a clareza e simplicidade de expressão são fundamentais, porque numa homilia ou palestra, não podemos voltar atrás para ler de novo uma frase mais densa e complexa e perceber todo o seu significado.
Claro que a internet está omnipresente, é lá que encontro muita documentação que serve de base ao meu trabalho, seja uma encíclica do Papa seja um artigo de revista. Depois é aqui que entra o lápis: impresso o texto (não gosto de ler textos com mais de uma página no monitor) toca de sublinhar, tirar notas, acrescentar pensamentos conexos, e depois , em cartõezinhos ir escrevendo os tópicos da apresentação ou palestra. Não gosto de ter o texto completo, porque na altura da apresentação há sempre que dar espaço ao Espírito Santo (ou à improvisação).
Mesmo que a palestra não tenha suporte gráfico (noutra crónica poderei falar do keynote) gosto de ter as minhas notas organizadas de modo gráfico e esquemático: com setas, círculos, linhas, etc. Por isso é que o lápis se torna uma ferramenta tão boa. É versátil, tem uma escrita leve, apaga-se facilmente, o que permite ir mudando as coisas à medida que o pensamento vai fluindo e tem uma cor discreta. Podemos escrever num livro (é verdade: quase todos os meus livros de trabalho, mesmo a bíblia, estão cheios de sublinhados e notas à margem escritos a lápis) numa folha impressa, numa revista, que não estragamos os media em que escrevemos. O lápis é menos intrusivo que a caneta e é feito de carbono (BTW: leiam a National Geographic de Fevereiro, aquela revista de bordas amarelas).
Claro que agora não me limito ao lápis normal, uso mais uma lapiseira, ou porta-minas. Antes não gostava muito das lapiseiras porque tinham uma mina ou muito fina (0,5 mm) e dura, o que marcava demasiado o papel em que se escrevia, ou da mesma grossura que as minas dos lápis normais o que acabava por provocar traços demasiado grossos e pouco precisos. No início do ano encontrei a lapiseira ideal: da Faber-Castell, com 1 mm de grossura e macia quanto baste para fazer uma escrita precisa e leve.
No fim de contas os lápis são como os computadores: ferramentas que nos ajudam a fazer o nosso trabalho de uma maneira mais simples e eficaz, despertando a capacidade criativa e congregando as nossas potencialidades para que o mundo seja melhor.

iPhone

Depois de uma semana e meia de utilização de um iPhone quais as minhas impressões:

É tudo o que esperava: ligação com o serviço mobileme (antigo .Mac) funciona de uma forma tão interligada que já não é preciso ter a preocupação de sincronizações, ou de perder um edereço ou telefone por falta de interligação. Uma boa surpresa foi também o novo mail. Deixei definitivamente de usar outros leitores de mail para além do Mail.app.

Como nunca fiz video com o telemóvel anterior não sinto falta de câmara de video. O mesmo se passa com os MMS (nunca enviei, não era agora que ia começar a enviar: não preciso). Para envio de coisas mais complexas do que SMS envio um mail.

A primeira aplicação que descarreguei foi o NetNewsWire (também sincronizados com as listas nos meus macs) que me permite ler as notícias que me interessam.

Estive uma semana fora onde usei o iPhone como único aparelho de ligação à internet. Nessa semana apenas gastei 48 MB dos 250 MB disponíveis mensalmente. Não vou discutir as tarifas: foram aceites livremente por mim tendo em conta os meus gastos anteriores e as minhas necessidades. Outros pensarão de forma diferente.

Gosto do teclado, depois de uma pequena habituação já não tenho problemas de maior. às vezes confndo é o botão de desligar uma chamada, já me aconteceu uma data de vezes carregar no botão home (o botão físico na parte inferior do telemóvel).

A única coisa que me chateia é a bateria: raramente consigo que ela aguente as 15 horas do meu dia. É chato chegar às 18H00 nos 10%.

Programa de mail

Sempre fui fiel ao Eudora para gestor dos meus mails. Claro que o fim do desenvolvimento do programa decretou a sua extinção. De momento tenho usado o PowerMail como substituto mas não é a mesma coisa. Até que uma empresa decidiu construir de raiz um programa de e-mail que satisfizesse os utilizadores do Eudora. Depois de algumas versões de teste privadas já há uma versão beta disponível para testes. Chama-se Odysseus. Experimentem