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Duplicidade de Critérios

Cada vez estou mais danado com a duplicidade de critérios que está a afetar a nossa sociedade.

Sabemos que a esquerda sempre foi anti-liberdade e o último reduto dessa liberdade é a liberdade de expressão, que nasce da liberdade de pensamento.

Dizem que é preciso impedir o discurso de ódio (hate-speech) mas os únicos que são acusados disto são aqueles que não alinham com a cartilha esquerdista. Ainda mais grave quando são os meios de comunicação social a alinhar desta duplicidade de critérios: «Nazi atropela e mata uma pessoa em Charlote, VA», «Carro atropela e mata 13 pessoas na Rambla de Barcelona»

E se começarmos a estabelecer crimes de ódio e crimes de consciência quem é que determina isso? O governo? E quando estiver no governo um ditador? A maioria? E quem é que garante que a maioria está certa? E o que acontece às minorias? Uma comissão de vigilantes? Mas quem vigia os vigilantes?

Sem se darem conta o que George Orwell anunciava no seu livro «1984» está a começar a acontecer: «Todos os registos foram destruídos ou falsificados, todos os livros reescritos, todas as pinturas repintadas, todas as estátuas e edifício foram renomeados, todas as datas alteradas. E o processo continua dia a dia, minuto a minuto. A história parou. Nada existe a não ser o infinito presente.»

Charlie Hebdo

Como se custuma dizer, a minha alma ficou parva quando vi hoje a capa que o “famoso” jornal satírico francês Charlie Hebdo escolheu para celebrar o aniversário do ataque de fundamentalistas islâmico à sua redacção.

Usando uma iconografia cristã (um velhote de barbas tendo na cabeça um triângulo e um olho, com uma metralhadora e as mãos ensanguentadas) com a legenda  “1 an après l’assassin court toujours” querendo justificar a necessidade do secularismo acabam por chamar assassinos aos que seguem a fé católica, porque não têm coragem de criticar o islamismo, com medo de mais atentados. E como nós cristãos não reagimos com armas à troça que fazem de nós é assim que nos retratam.

Isto já não é apenas duplicidade de critérios, é reflexo da esquizofrenia de uma Europa iluminada que rejeita os seus alicerces e que por isso não é capaz de construir nada a não ser castelos no ar.

Bento XVI e a Sida

Aqui está a transcrição (em espanhol) da pergunta de Philippe Visseyrias da France 2 e da resposta do Papa Bento XVI. Destaques meus.

Pregunta: Santidad, entre los muchos males que afligen a África, está en particular el de la difusión del Sida. La postura de la Iglesia católica sobre el modo de luchar contra él es considerada a menudo no realista ni eficaz. ¿Usted afrontará este tema, durante el viaje? Querido Santo Padre, ¿le sería posible responder en francés a esta pregunta?

Papa: Yo diría lo contrario: pienso que la realidad más eficiente, más presente en el frente de la lucha contra el Sida es precisamente la Iglesia católica, con sus movimientos, con sus diversas realidades. Pienso en la comunidad de San Egidio que hace tanto, visible e invisiblemente, en la lucha contra el Sida, en los Camilos, en todas las monjas que están a disposición de los enfermos… Diría que no se puede superar el problema del Sida sólo con eslóganes publicitarios. Si no está el alma, si no se ayuda a los africanos, no se puede solucionar este flagelo sólo distribuyendo profilácticos: al contrario, existe el riesgo de aumentar el problema. La solución puede encontrarse sólo en un doble empeño: el primero, una humanización de la sexualidad, es decir, una renovación espiritual y humano que traiga consigo una nueva forma de comportarse uno con el otro, y segundo, una verdadera amistad también y sobre todo hacia las personas que sufren, la disponibilidad incluso con sacrificios, con renuncias personales, a estar con los que sufren. Y estos son factores que ayudan y que traen progresos visibles. Por tanto, diría, esta doble fuerza nuestra de renovar al hombre interiormente, de dar fuerza espiritual y humana para un comportamiento justo hacia el propio cuerpo y hacia el prójimo, y esta capacidad de sufrir con los que sufren, de permanecer en los momentos de prueba. Me parece que ésta es la respuesta correcta, y que la Iglesia hace esto y ofrece así una contribución grandísima e importante. Agradecemos a todos los que lo hacen.

Bento XVI em África

Quando é que as pessoas percebem que a única verdadeira solução para a SIDA é a abstinência e a fidelidade no matrimónio?

Que aqueles que defendem o preservativo como solução para a SIDA não estão a pensar nos casais que vivem uma relação estável e fiel e no qual um deles é portador desse vírus, mas estão a pensar naquelas pessoas que têm um estilo de vida promíscuo, com vários parceiros ou parceiras, que não querem nenhuma limitação à sua libido, aos seus apetites carnais, que querem ter relações sexuais sem afecto, a torto e a direito, sem culpa nem responsabilidades.

Será que estas pessoas, que condenam os cristãos por defenderem critérios fundamentais para a vida humana, dão a plena liberdade aos seus filhos para fazerem o que querem, para se deitarem às horas que querem, para irem à escola quando querem, para comerem o que querem?

O que é que uma pessoas que está habituado a ter relações sexuais quando quer e lhe apetece, que tem gente a entregar-lhe preservativos para que haja irresponsavelmente, faz quando não tem preservativo á mão?

Abstém-se? Mas esta é a proposta que a Igreja faz!

Ainda não percebem?